Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/07/2018

Os Sofrimentos dos Jovens para além de Werther

A triste cena de Werther ao cometer suicídio no final da obra “Os sofrimentos do jovem Werther”, já não é mais um exagero ficcional. Em razão disso, hoje, uma parcela da geração jovem no Brasil espelha-se em Werther ao romantizar a morte, de modo à acarretar em elevados índices de suicídio. Nesse sentido, tal calamidade social tem raízes em uma sociedade, em grande parte, apática e de uma, inegável, parcela do Poder Público inoperante no que tange à prevenção pela vida juvenil.

É fundamental enfatizar, inicialmente, que a parte densa da sociedade atual em detrimento da nova dinâmica urbana, é alheia, muitas vezes, aos problemas que podem afetar o outro. Nesse âmbito, remetendo-se à teoria da Liquidez pós-moderna Bauminiana, a predominância do individualismo para com o outro acarreta em uma série de lastimáveis consequências, já que, as relações tornam-se, cada vez mais, voláteis, de modo a distanciar as pessoas e, dessa forma, dificultando a identificação de um possível suicida. Por consequência, tudo isso retarda a resolução do empecilho, posto que o diálogo - não romantizado, como em Werther - é uma das melhores formas de prevenção.

Somando-se a isso, tem-se o fato que é preciso entender as causas que levam o indivíduo a tal lamentável ato, em virtude de o autocídio ser uma representação de última solução, pela vítima a qual não recebeu a devida assistência. Diante disso, em conformidade com Ministério da Saúde a autoquíria é a quarta maior causa de morte de jovens, sobretudo, os quais sofre com a depressão, a qual afeta mais de 11 milhões de brasileiros. Por conseguinte, sabe-se que a maioria do Estado não oferece um respaldo eficaz a respeito do depressivo, logo consta-se a falta de um suporte para o combate a esse mal a qual assola essa mocidade, sendo um ultraje a Magna Carta, visto que, essa assegura à saúde e a vida a todos da sociedade.

Torna-se evidente, portanto, que é imprescindível a mudança da ação estatal na prevenção do autocídio dos jovens. Logo, cabe as mídias televisivas, digital, imprensa e radiofônica a divulgação de propagandas as quais instruam a população, a como identificar indícios de comportamentos suicidas, em jovens, de modo a interromper a fluidez das relações por meio do diálogo. Outrossim, é fundamental a atuação do Ministério da Saúde, em dar o devido suporte aqueles jovens com pensamentos suicida, a partir de equipes especializas com médicos, psiquiatras e psicólogos, a fim de mitigar os fatores que possam ocasionar na autoquíria. Consequentemente, o Brasil poderá alcançar os objetivos propostos na Magna Carta e a prevenção ao suicídio entre os jovens será efetiva.