Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/07/2018
Na obra alemã Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, publicado em 1774, narra-se a história de um rapaz o qual suicidou-se após uma grande desilusão amorosa. Tal livro causou na época certa influencia para outros suicídios - o que foi chamado de “Efeito Werther”. Entretanto, séculos depois da publicação desse livro o suicídio continua sendo uma problemática muito atual, principalmente entre os jovens. Isso ocorre, não raro, por transtornos psicológicos, por frustrações pessoais, entre outros motivos.
Em primeiro lugar, 30% dos jovens brasileiros sofrem com algum distúrbio mental, segundo dados recentes divulgados pela mídia, o que, na maioria das vezes, acarreta alteração da percepção da realidade desses indivíduos e aumento da impulsividade. Dessa maneira, os jovens, que ainda não possuem o sistema nervoso completamente desenvolvido até os 25 anos, tornam-se mais suscetíveis a cometer o suicídio num momento de desespero e tristeza extrema.
Ainda vale lembrar que, muitas vezes, a ideia de vida perfeita exposta nas redes sociais não é verdadeira, pois raramente são postados momentos que não sejam felizes e agradáveis, ou seja, maior parte das pessoas somente posta o que faz parecer com que suas vidas não possuem defeitos. Portanto, inúmeros indivíduos na fase da juventude sentem-se pressionados a também possuírem esse padrão de vida, porém esse objetivo é inalcançável para a maior parte da população, ocasionando frustração, a qual pode gerar inúmeros problemas, entre eles, comumente o suicídio.
Dessa forma, é imprescindível que o suicídio entre os jovens no Brasil seja amplamente combatido. A fim de que isso ocorra, é necessário que o Ministério da Educação, em conjunto com as escolas do país, realizem, desde as fases mais tenras, aulas e palestras direcionadas sobre o tema nos institutos educacionais, juntamente com o apoio de psicólogos e psiquiatras no cotidiano escolar. Ademais, é de suma importância que a família atue de forma instrutiva e aberta, através de, por exemplo, diálogos explicativos que desconstruam o preconceito sobre o suicídio. Além disso, é preciso que a mídia, com seu papel influenciador, repasse, por intermédio de mais comerciais televisivos, mais informações sobre os meios de tratamento e atendimento, como, o número gratuito de orientação 188. Afinal, é primordial que o assunto do suicídio seja concretamente discutido no Brasil, sem medo do “Efeito Werther”, que não ocorrerá se o tema for abordado corretamente.