Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 16/07/2018
A era da auto destruição
No auge da tecnologia, percebe-se que a internet assumiu papéis antagônicos na sociedade: se por um lado contribui à fluidez do ritmo acelerado das rotinas atuais, por outro, pode provocar isolamento social e propagação de ondas de comportamentos em massa. Apesar de estar presente na história desde tempos remotos, na era da informação, a questão do suicídio deve receber redobrada atenção.
Ao analisar a teoria da Modernidade líquida de Zygmunt Bauman, infere-se que a falta de vínculos sociais é característica intrínseca do comportamento contemporâneo, pois, com as redes socias, o virtual é valorizado em detrimento do real. Tal fato, potencializa o surgimento de sentimentos de solidão, depressão, transtornos psicológicos e dependências químicas, responsáveis por um ciclo vicioso que tende ao ato suicida.
Deve-se abordar, ainda, que o tema suicídio é carregado de estigmas e tabus. Entre esses, o chamado Efeito Werther é o que mais embasa o silêncio para debates. O receio de que uma morte auto executada influencie outras, é creditada por pesquisas que revelaram aumento das taxas de suicídio após personalidades influentes como Marylin Monroe terem o cometido. Concomitante à isso, o fenômeno da série “Os 13 porquês” e a popularidade do jogo “Baleia Azul”, revelam que o suicídio altruísta preconizado por Durkheim é que tem atingido fortemente os indivíduos. Dessa forma, torna-se necessário uma medida preventiva em nível nacional.
Com essas constatações, assume-se como caminho eficaz à prevenção da problemática, o diálogo na família, escola e demais instituições sociais, à respeito da valorização da vida. Além disso, a mídia deve oferecer meios pelos quais as pessoas possam se informar sobre os mitos, como ajudar e identificar situações ou comportamentos suspeitos. Ao governo, especificamente ao Ministério da Saúde, cabe incentivar e apoiar com políticas públicas, programas como o CVV, além de implantar nos páginas virtuais, plataformas e aplicativos que visem o atendimento como o intuito de impedir atos impulsivos de pessoas desesperadas ao mostrar saídas alternativas aos problemas.