Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 19/07/2018
Desde o iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto,quando se observa a questão da prática do suicídio entre os jovens no país,verifica-se que esse ideal iluminista é contestado na teoria e não desejavelmente na prática,e a problemática persiste intrisicamente ligada à realidade do país.Nesse contexto,torna-se clara a presença de transtornos mentais,bem como o fato do suicídio ainda ser tratado como um tabu, que contribuem para a persistência desse problema em nossa sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema.Tal fato se reflete nos escassos investimentos governamentais,em qualificação profissional e em melhor suporte psicológico,medidas que tornariam o ambiente social muito mais coeso e saudável para os jovens.Por consequência de tais transtornos mentais,sabe-se que o suicídio advém de patologias mentais,como por exemplo,a depressão.Ressalta-se, também,outros fatores que ajudam a ceifar a vida deles,estão os casos de bullying nas escolas e homofobia,praticados pela sociedade e,muitas vezes,tais agressões ocorrem no próprio ambiente familiar.Dessa forma,com a repressão embasada ao preconceito,a alternativa visada é o fim da vida.
Outro ponto relevante,nessa temática,é a ausência de diálogo familiar,que ainda é agente ativo na manutenção e potencialização do suicídio entre a juventude brasileira frente à sociedade.Contudo,é fundamental pontuar que o silenciamento e o tabu em torno da questão do suicídio,torna-se enraizado e frequente.Assim,por exemplo,aqueles que se encontram em uma fase vulnerável,propícios a distúrbios psicológicos,não encontram e/ou não procuram ajuda,muitas vezes por medo de se expor,o que favorece a concretização do ato.Somada a essa construção ideológica,de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman sobre a liquidez da modernidade,as interações dos indivíduos com seus semelhantes e o ambiente tornaram-se mais fluidas e menos concretas.
É evidente,portanto,que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor.Destarte,a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente deve,a fim de buscar a conscientização,disseminar,nos meios de comunicação,propagandas que mostrem aos pais o que a omissão deles na educação dos filhos pode causar.Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire,a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.Ademais,o Ministério da Educação(MEC) deve instruir,nas escolas,palestras administradas por psicológos,que discutam o combate ao suicídio,a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras,assim como na alegoria da caverna de Platão.