Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 19/07/2018

Desde os primórdios o suicídio é visto como tabu entre a sociedade brasileira, mas os índices de casos ao longo dos anos aumentaram gradualmente. No entanto, durante a adolescência os jovens observam o suicídio como um extermínio da dor. Além disso, é também devido a vários impasses enfrentados por eles, como por exemplo a aceitação familiar no caso de orientação sexual, passagem para a vida adulta e a preocupação em atingir um nível esperado na vida profissional e social, esse ato se torna a única alternativa viável para acabar com os problemas.

Notícias de suicídios nos jornais, revistas e em sites da internet são tratados com bastante cautela especialmente com famosos já que eles podem ser influenciadores para que outras pessoas cometam o mesmo. A modelo e atriz Marilyn Monroe ícone das décadas 50 e 60 sofria de depressão um dos motivos mais relevante entre os jovens brasileiros causador do suicídio, além da dependência química e o medo da iniciação da fase adulta. Algumas pessoas pensam que o suicídio é um ato de pessoas fracas ou que apenas falam mas não vão realmente fazer, porém não é exatamente assim, principalmente na fase da juventude eles querem ter uma aceitação social, seja pelo corpo perfeito segundo os esteriótipos da sociedade ou por status.

A introdução a vida adulta é algo que provoca medo quando existe uma falta de motivação para alcançar os objetivos. Dessa forma, isso também é uma maneira de prevenir o suicídio ao invés de julgar, deve-se alertar para os problemas e aconselhar os jovens que eles podem ter outras alternativas de uma vida melhor. Em 2014 foram cerca de 2.898 suicídios entre jovens de 15 a 29 anos, embora esses dados não são mostrados com frequências em noticiários esse número deve ser reduzido com métodos de prevenção e instrução.

Logo, a conscientização produzida pelo Setembro Amarelo ainda não é suficiente para prevenir totalmente o suicídio entre jovens no brasil. O Ministério da saúde deve também alertar sobre os motivos e sinais que essas pessoas mostram, como por exemplo a depressão, isolamento social, transtorno de bipolaridade entre outros distúrbios. O Ministério da Educação deve mostrar maneiras de lidar com esses indivíduos por outro lado sem julga-los, fazendo a pessoa repensar sobre sua decisão. Do mesmo modo, os veículos midiáticos devem também ajudar na divulgação dos métodos de prevenção deixando assim o tabu de lado e dando ênfase na divulgação do Centro de Valorização da Vida que realiza apoio emocional a pessoas que precisam conversar e pensam em cometer suicídio.