Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/07/2018
A ampliação dos prismas sociais
Em 1774, foi publicado o livro chamado o sofrimento do jovem Werther, na qual narra o suicídio do personagem após uma desilusão amorosa. No entanto, tal publicação gerou uma onda de suicídios no século XVIII, levando a proibição do livro em certos países da Europa como forma de coibir essa prática. Porém, sabe-se hoje que fechar os olhos para essa problemática não faz diminuir o número de suicídios, visto que no Brasil, o número de cidadãos, principalmente jovens, que resolvem tirar a própria vida é alarmante. Dessa forma, é preciso medidas para quebrar esse tabu social que foram impostos sobre o assunto, para que seja ampliada a ajuda a esses indivíduos.
É indubitável que falar sobre o suicídio, seja na escola, mídia ou até mesmo no seio familiar ainda é um impasse. Pois muitos indivíduos acham, de maneira equivocada, que ao falarem sobre o assunto estariam legitimando essa prática. No entanto, ao logo da história brasileira, segundo evidencia a BBC Brasil que entre 1980 a 2014 houve um crescimento de 27% de suicídios, demonstrando, desse modo, que ao velar esse fenômeno não tem sido eficiente no controle dessa prática. Em vista disso, os investimentos governamentais ao longo dos anos foram ínfimos no que se refere a capacitação de profissionais da educação e campanhas midiáticas para que houvesse debates sobre o assunto.
Em consequência disso, a ajuda esses jovens tornam-se menos eficiente. Visto que, os cidadãos não saberiam como e de que forma poderiam ajudar, contribuindo para a permanência dessa patologia na sociedade. Nesse viés, os jovens sem a devida orientação, acabam tornando-se depressivos e facilmente suscetíveis a influências externas como drogas e jogos,como o da baleia azul que recruta crianças e adolescentes para cumprir desafios, sendo o último deles cometer suicídio. Dessa forma, é cabível a instrução da família e da escola como um alicerce essencial na formação do indivíduo.
Percebe-se por conseguinte, que a juventude brasileira está passando por problemas e angústias, sendo essencial o aparato das instituições para que esses problemas que deveriam ser passageiros não tornem-se permanentes e irremediáveis. Para tanto o Governo Federal deveria implantar nas faculdades cadeiras de estudo sobre o suicídio para capacitar os futuros educadores sobre o assunto bem como o Ministério da Educação ministrar palestras nas escolas sobre o suicídio e a melhor forma de buscar ajuda para que essa anomia possa ser diminuída. Ademais, é cabível através de campanhas na mídia, alertar sobre o suicídio e incentivar aos indivíduos que pensam por fim a vida a ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV) que visam oferecer ajuda. Pois, só assim livros como o sofrimento do jovem werther não serão mais proibidos, visto que a sociedade olhará sobre outro prisma o suicídio.