Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/07/2018
Suicídio: uma pedra no meio do caminho
No livro “os sofrimentos do jovem Werther”, o protagonista não tem o seu amor correspondido por Carlota e, como consequência, comete suicídio com uma pistola. Hodiernamente, o jovem Werther se assemelha a muitos adolescentes do Brasil. Nesse contexto, nota-se que são necessários caminhos, na esfera política e social, para prevenir o suicídio entre jovens no Brasil.
Em primeira análise, pontua-se que a Constituição de 1988 garante o direito à vida, contudo o bem-estar não vem atrelado. Tal fato se dá, pois o anseio pela vida adulta e a pseudo-obrigação de se tornar alguém na vida geram transtornos mentais nos jovens, como a depressão e a ansiedade, além do seu efeito secundário: o suicídio. A ausência de postos de atendimento psicológico e de centrais de ajuda tornam os direitos inalienáveis do ser humano restritos ao papel.
Além disso, a sociedade não está devidamente capacitada para lidar com indivíduos portadores de patologias sociais. Como dito pelo pensador Alessandro Feitosa, “a falta de conhecimento gera ignorância”. Indubitavelmente, a inexperiência do meio social dificulta não só a prevenção ao suicídio, como também o tratamento dos enfermos.
É indispensável, portanto, medidas de prevenção ao suicídio. O Ministério da Saúde deve abrir postos públicos de atendimento, por meio de contratações de psicólogos e psiquiátricos para que a população tenha acesso a medicina psicossomática. Outrossim, as escolas devem atuar de forma profilática, de forma a promover palestras e atividades lúdicas ministradas por médicos, que visem informar os indivíduos sobre como prevenir o suicídio. Por conseguinte, a taxa de suicídio cairá em uma progressão geométrica e casos como o do jovem Werther serão utópicos e não mais uma pedra no meio do caminho do desenvolvimento da saúde da nação, parafraseando Carlos Drummond de Andrade.