Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/07/2018
“Deixo a vida para entrar na história”. A morte de Getúlio Vargas chocou a população da época, alarmando a todos a respeito das graves ocorrências de suicídio. Contudo, essa problemática, ainda, é intrínseca na sociedade brasileira, visto que jovens suicidam-se todos os dias. Nesse prisma, uma minuciosa análise do corpo social acerca da questão é essencial à sanação da mazela.
Em primeira instância, consoante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, o suicídio entre juventude não é um impasse, exclusivamente, hodierno. Sob tal perspectiva, destaca-se que, no fim do Século XVIII, após Goethe publicar sua obra “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, centenas de jovens europeus - identificados com o romance - suicidaram-se, provocando a primeira onda de suicídios da Idade Contemporânea. Todavia, séculos passaram-se e, no Brasil, ainda são recorrentes casos de jovens que tiram a própria vida, haja vista os suicídios originados pelo jogo “Baleia Azul”, o qual, no ano de 2017, foi responsável por dezenas de mortes pelo Brasil. Logo, fica evidente que a temática suicida está impregnado na essência humana, entretanto deve ser remediada.
Outrossim, a mídia tem o poder de conscientizar os jovens que desejam a morte a prosseguirem com a vida, porém, por conta dos tabus sociais, omite tal função. Nesse viés, cabe salientar o caso da série “13 Reasons Why” - produzida pela Netflix - que, após seu lançamento, estimulou milhares de adolescentes a procurarem apoio psicológico, aplacando casos severos de tentativas de suicídio. Em contra-partida, a mídia brasileira, objetivando agradar a população conservadora da nação verde e amarela, não toca em impasses sociais delicados como o suicídio. Por conseguinte, torna-se evidente que a mídia canarinha contribui com os altos índices de suicídio no Brasil, dado que, segundo o célebre Jean-Paul Sarte, não escolher é fazer uma escolha.
Infere-se, em suma, que o tema do suicídio está enraizado no Brasil por conta de matizes históricas, mas que podem ser combatidas. Destarte, cabe a Rede Globo o papel de, na Novela Malhação - programa televisivo voltado ao público jovem - abordar o tema do suicídio, conscientizado, indiretamente, os jovens que aspiram o falecimento sobre os equívocos emocionais que instigam o suicídio. Ademais, faz-se ponderável que o Ministério da Educação invista, em face das escolas públicas, em profissionais psicopedagógicos que acompanhem as expressões sentimentais dos estudantes, oferecendo amparo psicológico aos que demonstram instintos suicídas. Somente sob tais pontos de vista, os jovens do solo tupiniquim enxergarão a vida com outros olhos, e, consequentemente, os índices de suicídio diminuir-se-ão com o passar dos anos.