Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/07/2018
Durante o século XIX, a geração ultra-romântica, formada por jovens universitários, caracterizava-se pelo pessimismo, sentimento de inadequação à realidade, ócio e desgosto de viver. Hordienamente, de assunto tratado como tabu a temática de série na internet, o suicídio cresce gradualmente entre jovens brasileiros, impossibilitando o bem estar social. Diante dessa perspectiva, é possível identificar importantes causas da conjuntura, como o despreparo da família e sociedade frente a problemática, atrelado à insuficiência de programas focados na proteção desses indivíduos.
Em primeiro plano, evidencia-se que o suicídio entre jovens tem como um dos pilares motivadores o despreparo da família e sociedade em relação à saúde mental desse público, haja vista que a família, como base da pirâmide social de um adolescente, não encontra-se preparada, desconhecendo muitas vezes os sintomas e até mesmo associando a comportamentos passageiros. Além disso, observa-se defasagem na mentalidade social hodierna, uma vez que caracteriza a epidemia silenciosa não como problema de saúde pública, mas, sendo eventualmente, considerado um fato social entre os adolescentes, ou seja, uma maneira coletiva de agir e de pensar - análogo ao ideário Durkheiminiano - propiciando vulnerabilidade de distúrbios emocionais que favorecem o desejo de por fim a suas vidas. Outrossim, vale fomentar o papel de programas voltados a esse cenário. Apesar de já tomadas por órgãos públicos, algumas medidas tornam-se ineficientes ao compasso que sofrem com a escassa difusão a classe social inferiorizada, além de não possuir ampla divulgação. Esse fato pode ser exemplificado com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ao constatar que o suicídio corresponde a 7,3% de mortes entre jovens brasileiros. Embora possa parecer uma porcentagem média, esse índice representa a perda de centenas de infantes. Logo, observa-se que é imprescindível a atuação estatal e social para elaboração de estratégias de prevenção.
Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Educação aborde a temática suicídio presente no público jovem, por meio de palestras socioeducativas e esclarecimentos sobre transtornos mentais, não só nas instituições de ensino, mas também nos veículos de comunicação. Com o objetivo de prevenir casos, visto que a escola é a máquina socializadora do Estado. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde em parceria a OMS promover a acessibilidade de acompanhamentos com profissionais da área, através de terapias ocupacionais e consultas em redes públicas, a fim de propiciar a difusão de tratamentos, respeitando o direito à saúde pública e tornando os programas eficientes. A partir dessas ações, espera-se amenizar o impasse.