Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 06/08/2018

De acordo como filósofo chinês Mozi, o qual pregava o amor universal, “É necessário se preocupar com todas as pessoas da mesma maneira”. Todavia, a pratica deturpa a teoria uma vez que há um número crescente de autocídios entre adolescentes, seja pela forte tendência individualista do organismo social, seja pela propensão silenciosa com que a problemática se manifesta. Diante de tais fatos, faz-se necessária adoção de medidas interventivas para e prevenção do suicídio entre jovens no Brasil.

Em primeira análise, com o advento da modernidade líquida, a preocupação com o coletivo se dilui. Dessarte, parafraseando Zygmunt Bauman, os indivíduos líquidos estão preocupados em buscar o prazer e o sucesso individual, abdicando, assim, a concepção de bem-estar da coletividade. Sob esse viés, a sensação de solidão está presente na atual conjuntura, na qual o adolescente, mesmo cercado de pessoas durante todo o tempo, sente-se sozinho e desamparado, encontrando na morte voluntária uma saída para seus problemas. Consequentemente, a falta de empatia com o próximo faz jovens vítimas de suicídio todos os anos.

É relevante abordar, segundamente, que a autoquíria é uma epidemia silenciosa, o que dificulta a sua prevenção. Tal fato pode ser exemplificado na série americana House, quando o médico Gregory House, personagem que faz uma psicanálise de todos os seus companheiros de trabalho e procura investigar a vida desses, vê-se intrigado com o autocídio do colega de trabalho, Kutner, devido a não ter notado nenhum sinal que pudesse preceder tal ação.

Consubstanciando tais ideias, é notório que o suicídio entre jovens deve ser prevenido no Brasil. Para tanto, convém ao Ministério da Educação em parceria com os Municípios, afim de estimular o interesse pelo bem-estar coletivo dos adolescentes, planejar aulas publicas e rodas de conversa sobre a valorização da vida e a empatia social nas escolas- visto que ações coletivas têm imenso poder- por meio de uma disciplina voltada para a interação. Desse modo, praticar-se-á o amor universal, que segundo Mozi, “Alimenta e ampara toda a vida”.