Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 07/08/2018

Desde a Revolução Francesa, entende-se que os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade são fundamentais para uma sociedade justa e igualitária. Entretanto, quando se observa o suicídio púbere, no Brasil, hodiernamente, nota-se que esse ideal revolucionário se encontra deturpado, seja pelo bullying nos colégios, seja pela inexistência de intervenção familiar.

É primordial ressaltar o bulliyng nas instituições educacionais como uma das causas do problema. No livro os 13 porquês, Jay Asher usa a personagem Hannah Baker como metáfora para representar os jovens que sofrem discriminação diariamente nas escolas. Seguindo essa linha de raciocínio, observa-se que a obra do escritor norte-americano está ligada à realidade dos adolescentes, visto que é no colégio aonde começam os primeiros casos de preconceito. Logo, nota-se que a intolerância nos institutos educacionais está entre as causas do impasse.

Ademais, destaca-se a ausência de intervenção familiar como propulsor do problema. Infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelos filhos, e são comuns os casos de jovens que se queixam com seus responsáveis sobre os problemas enfrentados no cotidiano, mas o assunto é visto como “frescura” pela família. Tal fato leva ao desamparo dos adolescentes, levando-os a jogos como a Baleia Azul – uma pessoa anônima envia 50 desafios ao jogador – dentre eles destaca-se a automutilação. Assim, percebe-se que uma mudança nos valores dos pais seria essencial para reverter essa problemática.

Torna-se evidente, portanto, que o suicídio pubescente é fruto ainda do bullying nas instituições educacionais em conjunto com a ausência de interversão familiar. A fim de reverter essa situação, o Ministério da Educação junto com a mídia deve criar propagandas tendo como conteúdo à prevenção ao preconceito nos colégios unido a participação familiar na vida dos filhos – uma vez que está publicidade diminuiria a discriminação nas escolas e promoveria a atuação dos pais na vida dos seus descendentes. Desse modo, o ideal revolucionário francês estará presente na sociedade brasileira e o Brasil se tornará um país mais justo e igualitário.