Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/08/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito de caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil, é possível afirmar que não é uma invenção atual. No século XXI, a problemática ocorre em virtude de dois fenômenos evidentes: o descaso governamental, acompanhado pelo Bullying entre os jovens. Assim, faz-se indispensável uma cautelosa discussão a fim de enfrentar essa nova realidade com uma postura crítica.
Torna-se incontestável que a questão constitucional esteja entre as causas do problema. Segundo filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. É possível observar que, nem mesmo uma figura política ficou ilesa ao suicídio, como é explicito no caso do ex presidente Getúlio Vargas. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o desdem por parte do governo limita essa harmonia, a exemplo, segundo análises do blog jornalístico G1, o Brasil é o 8° país com maiores índices de suicídio. Consequentemente, o governo não age diretamente para impedir esses dados alarmantes, pois, necessita-se combater a raiz do suicídio, tratando doenças psicopatológicas, disponibilizando maior apoio a população, considerando que a maior parte dos brasileiros é carente e não tem acesso a tratamentos eficazes.
Posto que, não apenas a desatenção governamental, como também a mazela social, como impulsionador do problema, é um fator importante para a reflexão. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que o Bullying nas escolas é um dos principais incidentes que acarretam o suicídio entre os jovens. A série ‘Os 13 porquês’ ficou mundialmente conhecida no ano de 2017, a qual relata os fatores que levaram a personagem Hannah cometer suicídio, e o principal deles é o Bullying vindo de seus colegas. Portanto, é evidente que tal é um grande impasse aos adolescentes e precisa-se ser combatido.
Em suma, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, é imprescindível que o governo aliado ao Ministério da Saúde (MS) disponibilizem tratamentos no SUS, com terapias alternativas associado ao coaching e meditações guiadas, viabilizando tratar a raiz do suicídio. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir a sociedade civil, como familiares, estudantes, alertando como o Bullying pode ser prejudicial aos jovens e a importância de não praticá-lo, assim como, como alegou Lao Tsé, grandes atos são feitos de pequenas atitudes.