Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Na obra de Johan Wolfgang, ‘’Os Sofrimentos do Jovem Werther’’, o protagonista encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores de um amor não correspondido. Hoje, o número de suicídios, no Brasil, aumentou nos últimos anos, sobretudo, entre os jovens. Com efeito, o problema é evidente devido a uma falta de políticas preventivas por parte do governo, em conjunto do estresse diário que os jovens passam na sociedade: fator de risco para desencadear transtornos psicológicos.

Nesse contexto, vale ressaltar que o suicídio é um problema existente há décadas. Como exemplo disso, em 1929, quando ocorreu a famosa ‘’quebra’’ da bolsa de Nova York, que levou várias empresas à falência e milhões de trabalhadores ao desemprego, acarretando uma onda de autoextermínio. No entanto, mesmo sendo um impasse corriqueiro, o assunto ainda é tratado como tabu, dificultando o diálogo com possíveis vítimas.

Além disso, é importante destacar a importância da mídia na perpetuação de tabus que tangem o problema, divulgando notícias sobre suicídio apenas em casos específicos, como a morte de famosos, o que ocasiona o chamado ‘’efeito Werther’’, o impacto desse efeito foi visualizado logo após o lançamento do livro de Johan, no qual houve um aumento significativo de autocídios. Especialistas explicam que leitores que sofriam algum transtorno encontraram no protagonista uma forma de eliminar as suas dores, imitando-o. Outrossim, percebe-se que a mídia deve informar sobre como prevenir e não apenas divulgar tragédias.

Diante disso, para combater o aumento desenfreado do suicídio entre a juventude brasileira, cabe ao Ministério da Saúde lidar com o problema sem tabus, criando leis específicas que proporcionem a presença de psicólogos nas universidades e escolas com ensino médio, visto que são locais com maior circulação de jovens, a fim de criar uma alternativa de ajuda por meio do diálogo. Ademais, é necessária a criação de campanhas midiáticas de conscientização, com apoio de grupos especializados no assunto, como o Setembro Amarelo, com intuíto de apresentar o comportamento de um suicida em potencial, assim, familiares e pessoas próximas conseguem lidar com o indivíduo de maneira correta.