Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 17/08/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, no Brasil, quando se observa a questão do suicídio, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não necessariamente na pratica. Tal problemática persiste devido à postura que o Governo e a sociedade assumem e, portanto, caminhos para prevenir devem ser alcançados.
De acordo com o filósofo Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve servir como meio de alcançar o equilíbrio na sociedade. O ideal Aristotélico não é observado no Brasil, onde uma das principais causas de suicídio é a falta de apoio dentro do meio de convívio. Com base nisso, é notório a falha e/ou a inexistência de programas de apoio à cidadãos que estejam passando por problemas, independente de sua natureza, o que provoca a solidão no propenso suicida. Além disso, ainda é raro programas governamentais que tratem do suicídio, principalmente nas escolas, o que faz com que a questão continue sendo um tabu entre jovens e adultos, dificultando a erradicação.
Outrossim, destaca-se a sociedade como impulsionadora do problema. A população brasileira dissemina mitos que fazem com que o suicídio se torne algo banal ou fútil, como por exemplo dizer que isso é frescura de pessoas ricas, que quem avisa não faz ou mesmo que quem planeja é porquê quer. Em detrimento disso, as pessoas planejam suicídio se sentem coagidas e acabam evitando procurar ajuda. Ademais, com a evolução da sociedade, a cobrança em cima das pessoas tem sido maior, os pais têm exigido cada vez mais dos seus filhos para que tenham um futuro brilhante e isso, em sua grande maioria causa frustração nos jovens, uma das causas do suicídio.
Em suma, é evidente que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, a Receita Federal deve, com intermédio do Poder Executivo, destinar uma maior parcela dos impostos arrecadados para a criação de clínicas públicas especializadas em casos de suicidas, bem como portais on-lines e ouvidorias compostas por psicólogos, com o propósito de amparar essas pessoas e evitar a concretização do ato. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o caso com jovens e pais, a fim de que o tecido social se desprenda de certos comportamentos que não são adequados socialmente.