Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 11/08/2018

144 formas de evitar o suicídio

A busca pela palavra “suicídio” no Google teve aumento de 100% em abril de 2017 comparado ao mesmo período em 2015. O suicídio tem aumentado entre as causas de mortes de jovens até 19 anos no Brasil de acordo com pesquisas da Flacso. Os agravantes são vários, no entanto a união destes vetores tem levado gradativamente ao mesmo fim, fazendo deste um problema a ser combatido.

Em abril de 2017, mês que marcou o lançamento no país da série “13 Reasons Why” - produção da Netflix sobre uma adolescente que registra em áudio os treze motivos que a levaram a se suicidar - as pesquisas relacionadas a suicídio alavancaram de acordo com o Google. Não falar de autoquíria é tão prejudicial quanto falar de maneira inadequada, por um lado o assunto consolida-se gradualmente como um tabu, o que dificulta a solução do problema, enquanto por outro, expô-lo de maneira inadequada pode acionar o gatilho necessário para que a vítima coloque fim na própria vida.

O suicídio não é resultado de um único fator, mas sim a resultante de uma rede de fatores biológicos, neuropsicológicos e socioculturais. Para Alexandrina Meleiro - psiquiatra e coordenadora da Comissão de Estudos e Prevenção ao Suicídio da ABP - os principais pontos que fazem os jovens cometerem o autocídio são comparações irreais advindas das redes sociais, sexualidade, abusos, uso de drogas e depressão. Além disso, a cartilha da Associação Brasileira de Psicologia revela também que mortes por suicídio são 3 vezes mais recorrentes em homens do que em mulheres, visto que, desde cedo, o papel masculino na sociedade é associado a maiores níveis de força, independência e comportamentos de risco, o que impede muitas vezes que estas pessoas procurem ajuda em momentos de sofrimento.

Fica claro, portanto, que o número de suicídios cresce constantemente entre os jovens devido a uma série de agravantes, fazendo deste um problema de saúde pública que deve ser combatido. Uma das formas de reverter esse quadro alarmante é quebrar o paradigma que faz deste assunto um tabu, ou seja, torná-lo discutido em sociedade, para isso, é necessário a união das mídias com o Ministério da Saúde em campanhas publicitárias que incentivem a discussão sobre o assunto e uma maior divulgação do telefone 141 do CVV (Centro de Valorização da Vida), serviço de apoio emocional e prevenção ao suicídio. Outra maneira de combater o crescente avanço dos casos é a contratação pelo MEC de psicólogos em escolas para os alunos e a família, o mesmo partido também deve ser tomado pelas empresas para seus funcionários para que assim casos como esse tornem-se menos recorrentes no país.