Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 11/09/2018
O autor Álvares de Azevedo abordou, assim como os demais escritores ultrarromânticos, a temática escapista a qual propunha a morte como saída aos males vivenciados. Paralelamente à obra Noite na Taverna, o aumento no número de suicídios entre os jovens no Brasil revela que o escapismo descrito por Azevedo é ainda contemporâneo. Nesse contexto, deve-se analisar como a autorregulação excessiva e a estigmatização do autocídio corroboram para a problemática atual.
Em primeiro plano, a cultura imediatista em conjunto a necessidade de atender às expectativas sociais dessa fase são obstáculos a serem superados. A esse respeito, o filósofo Émile Durkheim, ao conceituar o suicídio fatalista, afirma que o ato de tirar a própria vida pode ser resultado do excesso de regulamentação moral sobre o individuo. Tal fato pode ser verificado na ocorrência de casos de autocídio juvenil motivados pela não aceitação familiar da sexualidade da vítima, a não realização profissional ou acadêmica no momento esperado, entres outros motivos. Assim, enquanto o fenômeno fatalístico descrito por Durkheim for regra, a prevenção ao suicídio será exceção.
De outra parte, a