Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/08/2018
Sim, devemos falar sobre o suicídio.
Desde o século XIX, Émile Durkhein, já caracterizava o suicídio como “um problema social baseado na crise moral da sociedade”, mostra a dificuldade perpetuada pelo homem para conviver em comunhão. Atualmente, no Brasil, vivemos a problemática sobre o alarmante número de casos de suicídio entre jovens com um aumento de quase 10% entre 2002 a 2014, segundo a BBC Brasil. Nesse âmbito, pode-se destacar o grave problema de saúde pública, ainda cima a família como agente mitigador.
É inegável que os casos de suicídio crescem junto com a população brasileira, desde os anos 80, essa taxa aumentou cerca 60%, segundo o sociólogo Julio Jacobo criador do Mapa da Violência, junto ao Ministério da Saúde. Como um problema de saúde publica, está diretamente relacionada às dificuldades enfrentadas pelos jovens, que nessa faixa etária – entre 15 a 29 anos – vivem a busca dos padrões impostos pela sociedade e seu firmamento, isto é os obstáculos impostos pelo meio e em situações adversas podem desencadear danos à saúde mental, e caso seja negligenciado levar à morte o indivíduo.
Ademais, a família, como unidade protetora, necessita identificar as características de um jovem com viés suicida, as quais podem afetar: personalidade e hábitos; afastamento de amigos; queda no rendimento escolar ou emprego; perda de sono; desinteresse por atividades que gostava. Segundo Shakespeare, “sábio é o pai que conhece o seu próprio filho”, com isso os pais devem participar de forma efetiva na vida dos seus filhos à procura do monitoramento comportamental e nos casos de desvios atuarem e buscarem ajuda, pois em muitos casos, devido às ocupações diárias, deixam passar por despercebidos detalhes irreversíveis.
Portanto, a sociedade precisa realçar a atenção para este assunto - o suicídio entre jovens -, que por muitas vezes é pouco divulgado. Logo, o Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, devem criar o Programa de Combate à Depressão dos Jovens, para fornecer assistência aos pacientes e ás famílias que passam por dificuldades, com divulgações de informações através da mídia – rádios e televisão -, assim como programar a estrutura com psicólogos e psiquiatras em unidades básicas de saúde. Igualmente, a família necessita atuar com orientação, fiscalização, proteção, acompanhamento, além do engajamento com as unidades educacionais intensificando o convívio com o próprio filho, pois quanto antes detectar a depressão, mais chances de sucesso no tratamento existem. Dessa forma, atitudes virais como “A Baleia Azul”, não passaram de brincadeira em uma roda de crianças.