Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 14/08/2018

Já virou lugar comum em nossa sociedade de que transtornos psicológicos são somente falta de punho firme e coragem entre os jovens do novo século, no entanto, a falta de acompanhamento psicológico de tais indivíduos pelas instituições que o cercam, principalmente a escola e a família, culminam no ato máximo do sofrimento: o suicídio.

É importante considerar, antes de tudo, que o suicídio entre os jovens muitas das vezes é catalisado pela excessiva exigência da família para que o indivíduo adquira competências e habilidades para a vida de maneira forçada, sem que haja voz para o diálogo e, após excessivos traumas psicológicos e sem ter a quem recorrer, o jovem tende a encerrar o sofrimento da pior maneira possível.

Além disso, a falta de preparo das escolas sobre o assunto tende a corroborar o sofrimento do jovem, uma vez que a escola e a família fazem parte de uma porção significativa da vida do indivíduo até a fase adulta e que sem o apoio de professores aos quais não conseguem identificar alunos prestes a cometer suicídio somado a colegas de classe que não conseguem prestar o devido apoio a seus amigos, faz com que o jovem não repense sua atitudes e cometa suicídio.

Diante do exposto, torna-se fundamental que a escola e a família discutam abertamente sobre o tema de modo a garantir que o jovem repense sobre tal atitude. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação promova a capacitação de professores por meio de palestras e cursos de extensão para que abordem o tema em reuniões de pais e em sala de aula ostensivamente para que haja uma fiscalização mútua caso apareçam sintomas que culminam em suicídio. Somente assim, pais, colegas e professores compreendam que transtornos psicológicos não se tratam de punhos rígidos, mais sim de uma mão amiga.