Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 14/08/2018
A convenção Americana de Direitos Humanos, em 1969, reconheceu que toda pessoa tem direito ao respeito de sua honra e ao reconhecimento de sua dignidade. Em oposição a tal preceito, percebe-se que muitos brasileiros, tal como o Governo, têm menosprezado o contingente populacional com potencial suicida. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, não só o desconhecimento populacional, como também a insuficiência de leis.
Em primeira análise, cabe pontuar que é quase inexistente meios de comunicações que informem à população sobre os possíveis suicidas, isso é, mostrar sobre essa parcela populacional que vivem às escondidas e bombardeadas com “pré-conceitos” alimentados pela falta de informação verdadeira. Comprova-se a importância de comunicação de massa na formação de ideias e opiniões por meio da frase de Allen Ginsberg, escritor norte-americano, que diz: “O cuidado da vida, não sua destruição, é o primeiro e único dever de um bom Governo”. Dessa forma, com o intuito de minorar esse impasse é preciso o uso da comunicação de massa para conscientizar à sociedade, para conhecer essa população que vive em enfermidade.
Ademais, convém frisar que o Estado-Nação não tem assegurado o compromisso jurídico nacional, tanto quanto dos Direitos Humanos, em não dar atenção sócio-econômica para o contingente enfermo. Vale ressaltar que a criação do “Centro de Valorização da vida - 188” forneceu uma grande assistência a essas pessoas. No entanto, é frequente os casos de pessoas que tiram a própria vida se jogando da ponte, ou seja, é válido o questionamento da eficácia desses programas assistencialistas. Uma prova do compromisso do Governo está na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução de doenças e outros agravos. Diante disso, a intensificação do cumprimento da Constituição é um dos caminhos para abrandar esse entrave.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível que o Ministério da Educação crie propagandas, na TV aberta, sobre “suicídio não é frescura!”, a fim de conscientizar a população sobre as realidades sobre o suicídio e, com isso, o Governo cuide da vida dos seus cidadãos e a sociedade não tenha “pré-conceitos”. Além disso, é essencial que o Ministério da Saúde realize projetos com os estudantes e as famílias, expondo em feiras e palestras escolares sobre “o potencial suicida”, com a finalidade de atingir a parcela de enfermos que tem vergonha de se expor e instruir aqueles que mesmo que não esteja passando por algum problema, saiba ajudar alguém próximo, para que, assim, haja cumprimento efetivo da Constituição e dos Direitos Humanos.