Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 15/08/2018

Durante o processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, a questão da saúde mental vem apresentando avanços significativos no que tange à maior informação sobre transtornos mentais e suicídio. É preciso reconhecer, porém, a existência de desafios intrínsecos nesse cenário, que não possibilita uma real prevenção do mesmo entre jovens no país. Diante disso, observa-se a difícil abertura em falar sobre o assunto, e a falta de estruturas de apoio e acompanhamento em escolas públicas.

Sabe-se, que a persistência do tabu para falar sobre suicídio, é uma realidade. De acordo com o filósofo francês, Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, e o homem mais do que formador da sociedade, é um produto dela. Seguindo essa linha de pensamento, percebe-se que a falta de dialogicidade e a carência de atos empáticos e respeitosos, ocasionam o fortalecimento de pensamentos discriminatórios através das gerações, que dificultam a prevenção do suicídio.

Segundo a BBC Brasil, o número de jovens que cometem suicídio entre 15 e 29 anos aumentou quase 10% de 2002 até 2014. Sobre essa ótica, nota-se que a maioria das pessoas, demonstram sinais de comportamentos nos meios que convivem antes de tirarem a própria vida. Contudo, existe não só um despreparo de grande parcela dos profissionais da educação para lidar com a questão, mas também, um precário sistema de suporte e assistência à saúde psicológica em escolas e universidades públicas, fazendo com que muitos, não enxerguem saída para a crise que enfrentam.

Entende-se, portanto, que para serem atenuados os impasses citados, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, o Ministério da Saúde em parceria com as redes de televisão abertas devem promover campanhas e ficções engajadas, com o intuito de atingir famílias brasileiras, pregando a importância do diálogo sobre saúde mental, afim de prevenir o suicídio. Cabe ao Governo inserir espaços para os psicólogos atuarem no meio educacional, orientando alunos que estejam passando por crises e informar sobre a questão aos professores, afim de ampliar seus métodos.