Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/08/2018
A obra “Romeu e Julieta”, de W. Shakespeare, retrata a história de um jovem casal apaixonado, que termina com final trágico, no qual, ao ver seu amado morto, a protagonista decide que viver não é uma opção. Hoje, como no romance do século XVI, muitos jovens veem o suicídio como válvula de escape para as adversidades da vida, fato apontado pelas taxas que no Brasil só crescem. No entanto, é preciso ressaltar que ninguém tira a própria vida por não querer mais viver, e sim por não querer mais viver do jeito que vive, e por isso é necessário avaliar as causas que levam a tal ato, para atenuá-las.
A priori, é preciso entender que entre as causas do suicídio existem fatores externos e internos ao indivíduo. Dessa forma, observa-se que transtornos mentais como depressão tem comprovada relação com o autoextermínio, visto que, causado pela deficiêcia dos mediadores químicos na trasmissão de impulsos nervoso, o transtorno provoca uma mudança fisiológica no humor, vigor e autoestima da pessoa. Contudo, os problemas psicológicos pode ter gatilhos externos como bullying e abuso sexual, capazes de gerar traumas forte, que sem o acompanhamento adequado, sobretudo, da família, escola ou um profissional de saúde, criam o caos na cabeça dos jovens e por fim colocam suas vidas em risco.
Outrossim, há ainda o silêncio da mídia quanto à questão, visto que por medo de abordar o assunto de forma inadequada, não o colocam em pauta. Entretanto, calados, os meios de comunicação deixam de ser um grande combatente em potencial ao problema, prova disso é a série original da netflix “13 porquês”, que apesar de sua abordagem controversa, quadruplicou as chamadas e pedidos de ajuda à centrais de atendimento de prevenção ao suicídio, mais conhecidos como CVV -Centro de Valorização a Vida. Porém, ressalta-se que programas de TV e jornais não precisam abordar diretamente o tema, mas levar informações sobre como identificar sinais de bullying, abuso sexual e até mesmo depressão, além de formas de lidar com eles.
Então, fica claro que medidas devem ser tomadas. Primeiramente, faz-se necessário a ação do MEC, implementando acompanhamento psicológico por profissionais da área nas escolas, com objetivo de detectar sinais de traumas e transtornos, além de conscientizar os pais sobre como lidar com tais situações em casa. É essecial ainda, que a mídia seja ativa na informação e conscientização, colocando os temas em pauta de novelas e programas, e também divulgando centrais de atendimento como o CVV. Para que, diferentemente de nos romances, os jovens não tenham um fim trágico.