Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Por uma nação que cuida da sua juventude
O suicídio já é considerado pela Organização Mundial da Saúde um problema grave de saúde pública que mata no mundo uma pessoa a cada 40 segundos. Diante disso, faz-se necessário a atenção da nação brasileira na prevenção desse mal silencioso que ameaça a juventude nacional. Logo, coletividade e poder público devem unir forças com vistas a enfrentar essa demanda social.
Deve-se pontuar, de início, que a prevenção do suicídio é dificultada, em grande medida, por esse assunto ser considerado tabu no país. Prova disso é a falta de discussão acerca do tema nos lares e nas emissoras de TV, motivada pelo mito, inclusive combatido veementemente pelas peças publicitárias do Ministério da Saúde, de que conversar sobre suicídio encoraja o ato. Dessa forma, movidos pela ausência de informação, resultado do medo e da ilusória precaução de gerar debates sobre o ato, jovens brasileiros não são estimulados a falar abertamente sobre o assunto. Por conseguinte, algo que poderia ser evitado, não raramente, acontece, ocasionado, muito por conta, da falta de instrução, de comunicação e o mais importante, pela falta de diálogo nos núcleos sociais.
Vale ressaltar, o artigo 196 da Constituição de 1988, em que é dever do Estado garantir a saúde da população mediante políticas sociais e econômicas. Nessa perspectiva, é notório que o Governo não está cumprindo o seu papel de provedor de saúde, uma vez que é perceptível a ineficiência do aparelho estatal na oferta de atendimento psicológico pelo SUS. Dessa forma, a precariedade do serviço público corrobora para que jovens movidos pelas incertezas, dúvidas e transformações que essa fase traz, por não terem acesso a um atendimento especializado e imediato, decidam pelo caminho que lhes garante o fim de todos os problemas, o suicídio.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para prevenir casos de suicídio no país. Para tanto, as emissoras de TV aberta do Brasil, devem, com propósitos educativos bem definidos, inserir nas suas novelas e minisséries, o suicídio, aproveitando-se do fato de que todos os segmentos sociais se informam melhor e discutem a temática social pautada por essas produções. Ademais, compete ao Governo Federal, não só em parceria com as Universidades Federais viabilizar que estudantes do curso de Psicologia, orientados pelos docentes, atendam gratuitamente a comunidade local, mas também também deve destinar boa parcela da receita federal para os CAPS, Centros de Atenção Psicossocial, objetivando a ampliação dos mesmos, bem como o aumento da oferta de psicólogos, fazendo jus assim ao seu dever previsto pela carta magna. Dessa forma, observada uma ação conjunta entre os dois atores sociais, o país estará zelando e cuidando da juventude brasileira.