Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 21/08/2018

O suicídio, ato de tirar a própria vida baseado em uma condição de sofrimento intenso, tornou-se nos últimos anos uma espécie de epidemia nacional. Essa realidade, expõe uma sociedade mais suscetível a desenvolver transtornos psicológicos e, claro, a sensação de estar sem saída, circunstâncias essas que exercem papel determinante nessa prática.

Hiperconectividade, fuga da própria personalidade em busca de aprovação social e valorização excessiva de bens materiais são apenas algumas ações que estimulam o desenvolvimento de doenças psicológicas que variam desde ansiedade até depressão. Essas enfermidades retiram, de forma gradativa, os prazeres, alegrias e sonhos que circundam a mente do indivíduo.

De forma paralela, encontra-se os aspectos sociais que podem originar o suicídio, destacando situações de preconceito e intolerância. Ser discriminado ou violentado desperta na vítima a sensação de aprisionamento físico e psicológico. Sintomas como isolamento, quebra de rotinas e alterações comportamentais devem ser prontamente investigados, tendo em vista que o suicídio é um mal praticamente imperceptível.

Em síntese, percebe-se nitidamente que o suicídio pode ser desencadeado por duas vertentes, isto é, por práticas pessoais que geraram transtornos psicológicos ou violências sociais que causam aprisionamentos. Em primeiro plano, cabe ao MEC trabalhar em escolas, universidades e comunidades, através de palestras e materiais didáticos, a valorização da essência e singularidade de cada indivíduo. No aspecto social, cabe aos órgãos públicos promoverem campanhas  desencorajando o suicídio e expondo o CVV (Centro de Valorização da Vida), que exerce apoio emocional e social de forma imediata.