Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/08/2018
No Brasil, apesar de recentes avanços no tocante ao combate do suicídio entre a população jovem, a quantidade de pessoas que realizam tal ato cresceu nos últimos anos cerca de 10%, segundo dados do Ministério da Saúde, tornando-se a quarta maior causa de morte de jovens no País. Essa circunstância desafiadora fomenta condutas mais ostensivas de instituições formadoras de opinião e do poder público em prol de precaver essa realidade presente em todo o território nacional.
Efetivamente, algumas vitórias foram conquistadas, a exemplo das campanhas do Setembro Amarelo e mesmo a divulgação do Centro de Valorização da Vida (CVV), que possui um papel fundamental no auxílio a pessoas com risco suicida. Entretanto, muitas vezes na mídia e em muitas escolas, que constituem em conjunto com os núcleos familiares a base da formação dos princípios e das condutas dos indivíduos, não se verificam estímulos suficientes que busquem orientar as pessoas a procurarem ajuda em caso de intenções suicidas. Nesse cenário, muitas pessoas com essas intenções, e também por medo de serem estigmatizadas por amigos ou familiares, não sabem a quem recorrer por não conhecerem ferramentas de suporte já existentes.
Outrossim, ressalta-se que são escassas as campanhas do poder público que busquem esclarecer a população sobre a realidade do suicídio e suas formas de prevenção. Assim, infelizmente, familiares e amigos, que deveriam ser os primeiros a agirem, confundem sinais como isolamento, redução de contatos sociais, entre outros, com crises passageiras e, dessa forma, não tomam as atitudes necessárias. Dessa maneira, a principal forma de prevenir o suicídio, por meio da detecção precoce de sinais semelhantes, fica muito mais difícil.
Diante dos fatos supracitados, a fim de precaver o suicídio entre os jovens no Brasil, urge primordialmente aos ambientes escolares, por meio de palestras ou seminários, o papel de abordarem a temática do suicídio visando a auxiliar os jovens, quando com ideias suicidas, a procurarem ajuda por meio, por exemplo, da conversa com familiares. Cumpre ao poder público, também, a fim de minorar a desinformação da população acerca desse assunto, intensificar campanhas midiáticas com enfoque de prevenção, tendo em vista fornecer suporte sobre o reconhecimento do risco de alguém cometer suicídio, como a observação de sinais de depressão, pensamentos negativos e outros, além de divulgar, também, de forma mais acentuada, a existência do CVV. Por fim, é preciso, ainda, que familiares e amigos, sempre que observarem tais sinais, busquem conversar com essas pessoas e fornecer ajuda necessária a elas, como levá-las a um médico psiquiatra para uma intervenção mais precisa.