Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 22/08/2018
Baseada na obra literária “13 Reasons Why”, de Jay Asher, a série americana retrata a vida da protagonista Hannah Baker, que encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores enfrentadas no seu dia a dia. A temática que até então não era palco de grandes debates, encontrou-se na boca do povo tendo em vista o sucesso que a série fez, o que levou, mesmo que minimamente a darmos mais um passo para resolvermos a problemática. No Brasil, entretanto, a taxa de suicídio entre os jovens faz-se crescente, evidenciando, assim, uma urgência para alterar esse cenário.
Em uma primeira análise, é válido ressaltar que o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que a depressão atua para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima, induzindo, portanto, adolescentes a uma doença que os fazem se sentirem pressionados ou rejeitados. Desse modo, ao se verem incompreendidos e sem apoio de pessoas queridas, indivíduos que sofrem bullying ou agressões constantes apenas por serem considerados “diferentes” - seja por se reconhecerem como gays ou por estarem acima do peso - encontram na morte uma escapatória para os problemas que os rodeiam.
Outro fator alarmante é a ausência de intervenção familiar, já que infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelo próprio filho e são comuns os casos de jovens que se queixam sobre lamentações de seu cotidiano, mas o assunto é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso foi à criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um indivíduo anônimo estabeleceu cinquenta desafios para os adolescentes, sendo a última etapa, a retirada da própria vida.
Dessa forma, portanto, fica claro que o suicídio ainda precisa ser melhor discutido no Brasil. Por isso, é essencial que a OMS (Organização Mundial da Saúde), em parceria com as escolas, invista na atuação de psicólogos em todos os colégios, de forma que trabalhe tanto com os alunos separadamente como em grupo por meio de palestras e debates, para que, assim, possam identificar tendências depressivas nos jovens. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo, contudo, um diálogo frequente para se fazerem mais presentes na vida dos mesmos. Pois só assim, poderemos amenizar as taxas de suicídio e construir uma sociedade melhor.