Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 29/08/2018

O suicídio é o ato de tirar a própria vida. Esse, é praticado como forma de solução dos problemas pessoais. O Romantismo, movimento artístico europeu do século XVIII, em sua segunda geração, caracterizava o homem como um desajustado da sociedade, completamente entregue a boemia e em constante fuga da realidade. Semelhantemente, nos dias atuais, esse quadro ainda ocorre por todo o mundo e sendo, os jovens, a porção da população que mais apresenta casos de autocídio. Nesse sentido, não há como negar a relevância do debate sobre a prevenção do suicídio no Brasil. Tal problemática será amenizada se fatores como os transtornos mentais e emocionais, e a não intervenção de familiares e educadores, forem tratados como prioritários.

É inegável que, nos últimos anos, o número de suicídios entre os jovens aumentou significativamente. Segundo a BBC, a taxa de suicídios entre jovens de 15 a 29 anos, em 1980 a 2014, teve um aumento de 27,2%.Tal fenômeno pode ser explicado por transtornos psicológicos e emocionais como a depressão, baixa autoestima e outros, e por traumas físicos e psicológicos como abusos, maus tratos, “bullying” e discriminações, os quais são agravados pela puberdade, período de descontrole hormonal que ocorre entre 14 a 18 anos. Muitos jovens, antes de tomarem a decisão final, procuram outros meios de aliviar o sofrimento intenso como o consumo de bebidas alcoólicas, drogas e a prática da automutilação, em busca de uma qualidade de vida melhor, longe dos problemas. Entretanto, essas ações apenas agravam, ainda mais, a situação existente.

Somado a esse contexto, vale salientar que muitos pais, responsáveis e educadores não percebem diferenças comportamentais dos jovens como o próprio isolamento social, a indiferença para com os outros, o semblante triste, as mudanças drásticas de humor e outros. Majoritariamente, quando há essa percepção, a família acredita ser parte da fase pubescente e não presta a devida atenção e cuidado ao parente. Destarte, o jovem se sente esquecido e, cada vez mais, insignificativo, podendo tirar a própria vida. De acordo com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o suicídio é um tabu silenciado pela sociedade, em razão da população não saber lidar com assunto, o que o torna invisível por essa.

Em face dos aspectos mencionados, é mister que o Ministério da Saúde implemente um programa nacional de combate e prevenção ao suicídio que consiste na disponibilização de medicamentos, psicólogos e médicos especializados em escolas e universidades, de maneira a tratar traumas e transtornos psicológicos, divulgação de propagandas nacionais e criação de reuniões em ambientes de ensino para alertar a sociedade sobre comportamentos indiciais de suicídio e, assim, tratá-lo.