Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 29/08/2018
No século XIX, a primeira geração do Romantismo chamada, também, de “mal do século” ficou conhecida pelas sucessivas depressões e suicídios sofridos pelos seus escritores. Ainda hoje, na sociedade líquida em que os jovens estão inseridos, no Brasil, há um despreparo psicológico em relação a volatilidade das relações contemporâneas. Nesse sentido rever a situação social e suas consequências é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.
Primeiramente, é válido destacar as causas desse problema crônico. Apesar de casos de suicídio, no Brasil, serem recorrentes, dentro de muitas famílias, cuidados psicológicos e de desenvolvimento dos jovens é visto como besteira. Essa atitude explica a pesquisa feita pelo Profissão Repórter, na qual mostra que jovens até 16 anos tem 60% a mais de chances de serem manipulados virtualmente. Assim, desafios como o da Baleia Azul tornam-se cada vez mais populares e trágicos.
Outrossim, é importante frisar, também, as consequências desse descaso com os jovens brasileiros. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, o número de suicídios entre jovens, no Brasil, aumentou cerca de 15% nos últimos 10 anos. Desse modo, surtos e crimes graves como o ataque de membros, alienados, do Estado Islâmico a Boate gay nos Estados Unidos que teve dezenas de pessoas mortas e o suicídio dos criminosos logo após o ato, mostra que além de tirarem a própria vida, pode afetar ativamente a vida de outras vítimas.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Estado em parceria com ONGs façam palestras em escolas e praças públicas auxiliando pais e filhos para um melhor desenvolvimento e cuidado psicológicos com qualquer tipo de ameaça de terceiros. Para que assim, os pais consigam ficarem mais presentes na vida social da sua prole a fim de evitar problemas futuros. Dessa forma, pessoas mais conscientes com o próximo e consigo mesmas irão surgir na sociedade e menos casos trágicos acontecerão.