Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/08/2018
A temática do suicídio já fora abordada pela Geração Ultrarromântica como meio de fuga da realidade. Na Contemporaneidade, em decorrência de uma série de pressões sociais, assim como transtornos mentais, os índices de jovens que tentam contra a própria vida são elevados e preocupantes no Brasil. Portanto, os caminhos para preveni-lo são desafiadores e essenciais.
Em primeiro lugar, o mundo de hoje está marcado pelo imediatismo e fluidez, segundo o sociólogo Zigmunt Bauman. Nesse contexto, as pessoas vivenciam diariamente pressões impostas pela sociedade, como a obrigatoriedade de em produzir e consumir cada vez mais, em ser bem sucedido profissionalmente e pessoalmente, o que leva a exaustão e frustração. Por conseguinte, os jovens veem no suicídio a única alternativa para pôr fim ao sofrimento e isso se configura uma chaga social, uma vez que é um problema de saúde pública. Desse modo, é preciso que o Estado volte a atenção para adoção de políticas voltadas para esse grupo a fim de minimizar essa prática..
Outrossim, consoante ao sociólogo Émile Durkheim, o suicídio é um fato social, um ato individual que representa a sociedade na qual o indivíduo está inserido. Do mesmo modo, por causa de toda uma pressão e da liquidez da modernidade, cujas relações interpessoais se modificaram e os sentimentos bons são fugazes, os jovens, muitas vezes, se sentem isolados e estão mais susceptíveis a desenvolver transtornos mentais, principalmente os de variação de humor, como depressão e bipolaridade. Consequentemente, esses distúrbios podem desencadear o suicídio, caso não seja dado o devido suporte a essas pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais. Nesse sentido, é imprescindível desmistificar o assunto e incitar a discussão acerca do tema.
Para Schopenhauer, nada justifica o suicídio, que é apenas uma pseudo-libertação. Destarte, para atenuar essa realidade, é indispensável que o Estado, por meio do Ministério da Educação, crie mecanismos para instruir a sociedade e as famílias sobre o suicídio, com palestras, discussões e campanhas informativas nas escolas, comunidades e espaços públicos. Dessa forma, é possível fazer com que aqueles que pensam ou já o tentaram cometer, possam se sentir acolhidos e compreendidos. Ademais, o Ministério da Saúde, aliado as Secretarias Municipais de Saúde, deve disponibilizar tratamento gratuito para as pessoas que sofrem de transtornos mentais, com acompanhamento contínuo por uma equipe multidisciplinar qualificada composta por psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e educadores físicos, além de incentivar a prática de esportes individuais e coletivos, com o propósito de reinseri-los na sociedade e proporcioná-los esperança de um mundo melhor.