Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/08/2018
Uma das características da Segunda Geração Romântica, denominada “Mal do Século”, era o pessimismo e a idealização da morte/suicídio como escape dos problemas. No Brasil hodierno, o suicídio é a segunda causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), constituindo um grave imbróglio de saúde pública. É notório que o desejo de tirar sua própria vida é multifatorial, e medidas devem ser colocadas em prática para o combate a este desafio. Observa-se, em primeira instância que falar de suicídio, no limiar do século XXI, é considerado tabu. Desse modo, inibe-se a prevenção do suicídio pois, falar sobre a dor se faz imprescindível e com efeito, jovens com problemas e pensamentos suicidas tendem ao isolamento, dificultando à prevenção e identificação dos fatores que potencializam o desejo de partir. Além disso, as relações líquidas, como observou o sociólogo polonês Zygmunt Baumam, constitui-se em outro problema pois, é evidente que as relações frágeis são produtos do egoísmo, na qual a vida do outro não importa, e dessa maneira, à problemática se agrava.
Deve-se abordar, ainda, que campanhas como o Setembro Amarelo, criada pelo Centro de Valorização da Vida(CVV), também se configura importante para prevenir suicídios, na medida que trazem discussões acerca da problemática e disponibilizam um número telefônico para ajudar jovens que pensam em tirar sua vida. Ademais, seria um erro não ressaltar a importância da família e da escola na observação comportamental dos moços e na identificação de problemas como bullying, depressão, drogas e preconceitos, que são gatilhos para que essa mocidade tire a própria vida. Nesse sentido, à falta de campanhas escolares e midiáticas acerca da prevenção da vida contribuem para o agravamento do imbróglio e desse modo, os índices só aumentam.
Dessarte, precisa-se de medidas que previnam o suicídio. Cabe ao Ministério da Educação introduzir nas escolas projetos com a presença de psicólogos, que trabalhem nos alunos a coletividade, o diálogo e a inclusão, para que ascendam menos egoístas e mais altruístas. Desse modo, é papel da escola, em conjunto aos pais observar com mais atenção o comportamento dos alunos, incentivando conversas saudáveis sobre a saúde emocional, e além disso, promover diálogos mensais para toda a sociedade acerca da problemática do suicídio e importância da conversa na prevenção, e assim, desconstruindo o tabu. Ademais, é função da mídia promover maior visibilidade as campanhas de combate ao imbróglio. Só assim, então, teremos a prevenção a esse “Mal do Século”, que se faz tão presente na sociedade atual.