Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 04/09/2018

Na obra literária alemã “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johann Goethe, o protagonista Werther encontra no suicídio uma forma de livra-se das dores de um amor não correspondido. A temática da infelicidade fez com que parte do jovem público leitor, no século XVIII, passasse a espelhar-se nos anseios do personagem, passando a ver a morte como forma de libertação da pressão do surgimento das resposabilidades da vida adulta. Nesse sentido, percebe-se que é um problema de saúde pública referente à depressão, que se alastra ao longo dos séculos e hoje, no Brasil, a taxa de suicídio entre os jovens vem aumentando gradativamente, evidenciando a urgência de alteração desse cenário preocupante.

O perído da adolescência é a época mais conturbada da vida, onde os hormônios estão à “flor da pele”, ocorrendo mudanças físicas e psíquicas que perpassam a construção da sexualidade. Contudo, a aparição de responsabilidades, escolha de profissão e a pressão para a aprovação no vestibular são iminentes, porém  muitas vezes não suportadas, acabam vendo no suicídio o único meio de livrar-se dos problemas.

Em consequência disso, vê-se, a todo instante as restrições e preconceitos ao se falar sobre depressão, onde que  a doença é o principal agente na decisão de suicidar-se, pois um indivíduo com o  estado mental saudável não é capaz de cometer suicído. A depressão afeta os jovens  com mais facilidade, devido ainda estarem ocorrendo reações químicas em seu cérebro. Sendo assim, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte no planeta entre jovens de 15 a 29 anos.

Nota-se que o suicídio se tornou um problema de saúde pública no Brasil. Para alterar esse cenário, portanto, cabe ao Ministério da Educação junto com as escolas, impor a implementação de um profissional formado em psicologia por escola, tendo como objetivo palestras semanais sobre a valorizaçõa da vida e acompanhamento gratuito para alunos que apresentam cintomas de depressão. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo o diálogo frequente. Dessa forma, as taxas de suicídio amenizarão e construiremos uma sociedade mais empática.