Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 02/09/2018
De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o suicídio é visto como um ato executado pela vítima, conscientemente, que resulta em sua morte. Uma parte dessa teoria, por conseguinte, afirma que no suicídio egoísta, as relações entre a pessoa e a sociedade se afrouxam, fazendo com que o indivíduo não tenha mais vontade de viver. Neste sentido, é perceptível um problema de saúde pública e hoje, no Brasil, a taxa de autoextermínio entre os jovens tem aumentado. Parte disso é ocasionada pela depressão e pela influência da internet na vida das novas gerações.
Em primeiro lugar, o autocídio é, por vezes, um resultado grave de quadro depressivo. Sabe-se, além disso, que é uma patologia que atinge mecanismos bioquímicos envolvidos em um desequilíbrio no sistema endócrino, atuando nos neurônios para que o ser sinta-se triste e com baixa autoestima. Os fatores sociais, ademais, como o “Bullyng” e o preconceito com homossexuais causam a sensação de rejeição nos jovens. Em virtude disso, essas pessoas veem no suicídio uma forma de fuga das opressões as quais estão submetidas.
Em segundo lugar, a web, às vezes, acaba influenciando os adolescentes. Ao verem, por exemplo, a vida de várias pessoas, de forma superficial, em fotos felizes nas redes sociais como instagram ou facebook, vem o sentimento de incompletude e de não se encaixar na sociedade. Neste mesmo viés, surgem jogos como como a “Baleia Azul”, em que um “curador” estabelece cinquenta missões - dentre elas a automutilação - em que, por fim, o jogador deve ceifar a própria vida. Vê-se, por consequência, a necessidade de apoio e prevenção contra o suicídio.
Portanto, é preciso criar formas de combate ao suicídio. Dessa maneira, A OMS em conjunto com as escolas podem treinar os educadores à identificar comportamentos depressivos e, com efeito, procurar orientar o jovem por meio da ajuda de psicólogo especializado, em cada escola, com a inteção de tratar e diminuir os índices de depressão. As redes sociais, por sua vez, devem criar um mecanismo que permita indicar tristeza no comportamento do usuário como o uso frequente de palavras negativas e, então, alertar aos amigos para que esses possam ajudar a pessoa, com o intuito de fazê-la sentir-se especial, querida e acompanhada.