Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 31/08/2018
Baseada na obra literária “13 Reasons Why”, de Jay Asher, a série americana retrata a vida da protagonista Hannah Baker, que encontra no suicídio uma forma de livrar-se das dores enfrentadas no dia a dia. A temática que até então, não era palco de grandes debates, encontrou-se na boca do povo tendo em vista o sucesso que a série fez, o que levou, mesmo que minimamente a darmos mais um passo para resolvermos a problemática. No Brasil, entretanto, a taxa de suicídio entre os jovens faz-se crescente, evidenciando, assim, uma urgência para alterar esse cenário.
Em uma primeira análise, é válido ressaltar que o suicídio é, por vezes, uma consequência de um quadro depressivo do indivíduo. Sabe-se que, a depressão atua para que o ser se sinta desestimulado, triste e com baixa autoestima, induzindo, portanto, adolescentes a uma doença que os fazem se sentirem pressionados ou rejeitados. Desse modo, ao se verem incompreendidos e sem apóio de pessoas queridas, indivíduos que sofrem bullying ou agressões constantes, apenas por serem considerados “diferentes” - sejam por se reconhecerem como gays, ou por estarem acima do peso - encontram na morte uma escapatória para os problemas que os rodeiam.
Outro fator alarmante, é a ausência de intervenção familiar, já que infelizmente, há pais que não se atentam às ações exercidas pelo próprio filho, e são comuns os casos de jovens que se queixam sobre lamentações de seu cotidiano, mas o assunto é tido como “frescura” pela família. Tal reação gera a sensação de desamparo e, por conseguinte, pessoas de má índole encontram na internet uma forma de atrair esse público fragilizado ao ato suicida. Exemplo disso foi à criação do jogo online “Baleia Azul”, em que um indivíduo anônimo estabeleceu cinquenta regras para os adolescentes, sendo a última etapa, a retirada da própria vida.
Dessa forma, portanto, fica claro que, o suicídio ainda precisa ser melhor discutido no Brasil. Por isso, é essencial que o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas, invista na atuação de pelo menos um psicólogo em todos os colégios, de forma que trabalhe com os alunos separadamente e em grupo por meio de palestras ou debates, para que, assim, possa identificar tendências depressivas nos jovens. Além disso, os responsáveis devem ser mais atentos ao comportamento dos filhos em casa e na internet, promovendo, contudo, um diálogo frequente para que possam se fazer mais presente na vida dos mesmos. Pois só assim, poderemos amenizar as taxas de suicídio e construir uma sociedade melhor.