Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 01/09/2018
O Romantismo, movimento artístico europeu do século XVIII, em sua segunda geração, relatava o homem, como um desajustado da sociedade, completamente entregue a boemia e em constante fuga da realidade, que enxergava a morte como a solução de todos os seus problemas. Semelhantemente, nos dias atuais, esse quadro ainda ocorre por todo o mundo e sendo, os jovens, a porção da população que mais causa a própria morte. Nesse sentido, não há como negar a relevância do debate sobre a prevenção do suicídio no Brasil. Essa problemática, será amenizada se fatores como os transtornos psicológicos e a não intervenção de familiares e educadores forem tratados como prioritários.
É inegável que os casos de suicídio se tornam, cada vez mais, influentes entre o público juvenil. Esses, segundo a BBC, aumentaram 27%, entre jovens de 15 a 29 anos, em 1980 a 2014.Tal fenômeno pode ser explicado por transtornos psicológicos e emocionais, que podem ter causas genéticas, como a depressão e baixa autoestima. Como também, por traumas físicos e psicológicos como abusos, violência, sequestros, maus tratos, “bullying” e discriminações, os quais são agravados pela puberdade, período de descontrole hormonal que ocorre entre 14 a 18 anos. Ademais, muitos jovens, antes de se matarem, procuram outros jeitos de aliviar o sofrimento, como o consumo de bebidas alcoólicas, drogas e a prática da automutilação, em busca de uma qualidade de vida melhor, longe dos problemas. Entretanto, essas ações apenas agravam, ainda mais, a situação existente.
Somado a esse contexto, vale salientar que muitos pais, responsáveis e educadores não percebem diferenças comportamentais dos jovens, como o próprio isolamento social, a indiferença para com os outros, o semblante triste e as mudanças drásticas de humor. Majoritariamente, quando há essa percepção, a família acredita ser parte da fase pubescente e não presta a devida atenção e cuidado ao parente. Dessa forma, o jovem se sente esquecido e, gradativamente, insignificante, de forma a cogitar tirar a própria vida. De acordo com a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o suicídio é um tabu silenciado pela sociedade a qual, por não saber lidar com assunto, torna-o invisível.
Em face dos aspectos mencionados, é mister que o Ministério da Saúde implemente um programa nacional de combate e prevenção ao suicídio que consiste na disponibilização de medicamentos psicólogos e médicos especializados em escolas e universidades, de maneira a tratar traumas físicos e transtornos psicológicos das pessoas suicidas. Bem como, a divulgação de propagandas e campanhas publicitárias em rede nacional e criação de reuniões nos ambientes de ensino, para alertar a sociedade sobre comportamentos indiciais de suicídio e, assim, tratá-lo.