Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 03/09/2018

No livro “Os sofrimentos do jovem Werther”, de Johan Goethe, o personagem comete suicídio para findar as dores de um amor não-correspondido. Na Europa, no século XVIII, muitos jovens seguiram os mesmos passos do protagonista, e cometeram o mesmo ato. No Brasil, hodiernamente, essa mesma problemática segue profundamente ligada à prática cotidiana, necessitando ser rigorosamente combatida, seja pela conscientização, seja pelo suporte adequado à população.

Segundo o sociólogo Julio Waiselfisz, a taxa de suicídio ascendeu 60% desde 1980. Isso se deve a fatores como a depressão e outros tipos de transtornos, proporcionados pelo meio social. Para ele, tal atitude indica um sofrimento imensurável que conduz os jovens ao extremo, ao ato de por fim a sua própria existência, necessitando de conscientização e intervenção por parte dos órgãos governamentais.

Outrossim, pode se concluir que a sociedade é influenciadora dos fatos sociais, assim como para o sociólogo Durkheim, que afirmava que estes fenômenos são dotados de exterioridade e coercitividade, ou seja, são influenciados pelo meio em que vivem por meio de doutrinas, normas e valores culturais predominantes. A sociedade deve sempre buscar o bem da coletividade, mas quando seus indivíduos se encontram marginalizados e sem apoio pragmático, percebe-se uma falha indubitável na sua gestão.

Portanto, é notório que medidas rigorosas no combate da problemática são necessárias para, no mínimo, auxiliar na redução do problema. Para o pedagogo Paulo Freire: “a escola sozinha não transforma o mundo, mas sem ela tampouco o mundo muda”. Por isso nota-se o dever das escolas na resolução do entrave que é o suicídio, aumentando as medidas de conscientização para prevenir a ocorrência do fato exposto. Destarte, o Governo Federal também deve atuar em conjunto com o Ministério da Saúde e promover tratamentos palpáveis, com mais suporte médico e social a fim de promover o bem da coletividade e a valorização à vida, reduzindo assim os alarmantes índices de suicídio no Brasil.