Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/09/2018
A segunda geração romântica, além de ser lembrada pela vultuosa adoração à mulher, faz-se inesquecível pelos escritores demasiadamente depressivos. Álvares de Azevedo tirou a própria vida aos 20 anos e, assustadoramente, esse não é um caso isolado, uma vez que efetivar o ato era constante no século XIX. O cenário estarrecedor vigente na modernidade relaciona-se, analogamente, à realidade hodierna quando observa-se o crescente números de casos de suicídio, primordialmente, entre jovens. Desse modo, é evidente a existência de negligência governamental e social em tratar a temática de modo à coibir a prática desse ato desesperador.
É importante ressaltar que essa ação consternadora é uma questão cultural. Cleópatra - rainha egípcia que cometeu suicídio - é, frequentemente, romantizada nos meios midiáticos e isso ocorre, principalmente, no tocante à sua morte que é considerado, popularmente, como um ato de coragem e amor ao seu reino. Inegavelmente, abordar a temática da finalização à vida de maneira à enaltecer a ação é um erro grave e precisa, urgentemente, ser cessado. Ademais, quando figuras populares fazem-o, imediatamente, os números crescem. “Saio da vida para entrar na história”, a última frase de Getúlio Vargas, foi eternizada, contudo, reverberou o aumento da glorificação em torno dessa realização fatal por parte dos jovens, que nessa fase da vida, encontram-se vulneráveis.
Outrossim, é impreterível elucidar que a veiculação de obras, filmes e séries que abordem a temática, contribuem, de maneira direta, para a ascendência de debates acerca do mesmo. Indubitavelmente, desmitificar o assunto atenua o despreparo social tangente ao mesmo. Desse modo, é impreterível que a sociedade aja de maneira empática e com alteridade. Nesse sentido, aclarando o dado de que 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados, o mesmo, finalmente, fazer-se-á real.
Em decorrência dos fatos mencionados, é tácito que existe uma mentalidade retrograda no cenário hodierno e, por essa razão, o tema é tratado de maneira contraproducente. Para a dissolução dessa problemática, é necessário a inserção de psicólogos nas instituições escolares e acompanhamento semanal à todos os estudantes. Para que isso ocorra, é palpável a criação e restituição de leis que garantam o direito à saúde universalmente - além disso, seria benfeitor a colaboração do Ministério da Justiça, de modo a verificar, semestralmente, o cumprimento das medidas. Por outro lado, os meios de comunicação devem unir-se criando campanhas que apareçam automaticamente toda vez que um indivíduo buscar maneiras de cometer esse ato desesperador em sites. Essa providência desestimularia àqueles que buscam cometer suicídio e os faria buscar ajuda especializada. Por fim, Martin Luther King - que dizia que sempre há tempo para o certo - orgulharia-se da sociedade atual.