Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/09/2018
De acordo com Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor representa o respeito pela dignidade humana. Entretanto, quando se criam na sociedade “espaços anômicos”, ou seja, quando a solidariedade social é enfraquecida, os jovens adquirem comportamentos autodestrutivos como atos suicidas, em decorrência da precária inserção dos mesmos no grupo, além da ineficiente regulamentação cultural. Assim, se faz necessário uma análise crítica sobre os possíveis caminhos para prevenção de tal problemática nacional.
Primeiramente, vale ressaltar como grande parcela da juventude se sente socialmente desvinculada no século XXI. Isso é indicado pelo filósofo Émile Durkheim, quando esse afirma que o indivíduo sofre isolamento social pela precária integração, o qual o marginaliza e o faz deixar de ter sentimentos de humildade e empatia. Em contra partida, há jovens que são estreitamente ligados aos valores do grupo e que não valorizam particularmente a sua vida, suicidando-se por motivos de honra, como um militar em um cenário de guerra e derrota. Apesar das diferenças, a maioria dos suicídios estão ligados a uma crise social geral, ou seja, a uma insuficiência das regras que vinculam os membros da sociedade. Para reverter tal cenário, é preciso que os centros acadêmicos exprimam tendências de coletividade.
A solidariedade enfraquecida deve, portanto, ser superada para que atos suicidas deixem de existir. Logo, é preciso que o Ministério da Educação, em parceria com ONG’s locais dedicadas à valorização da vida, incentivem escolas a contratarem sociólogos capacitados em todas as instâncias de ensino, por meio de subsídios estatais e incentivos fiscais, para que esses promovam projetos lúdicos e acessíveis nos centros acadêmicos, como palestras, à todos os estudantes, a fim de integrar e construir noções de coletividade, empatia e respeito entre os jovens. Dessa maneira, será possível prevenir o suicídio recorrente em solo brasileiro.