Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/09/2018
Setembro amarelo é um mês voltado para a conscientização sobre o suicídio, a campanha tem por objetivo dar maior visibilidade a um assunto de tamanha delicadeza. É incontrovertível que o Brasil é um gigante miscigenado, ademais, observa-se inferências diante a conjuntura referida. Nesse contexto, é válido ressaltar o problema da saúde pública juntamente ao descaso social hodierno.
Primeiramente, a série americana “13 reasons why” teve grande destaque ao tratar da história de uma jovem que tira sua própria vida após sofrer inúmeros tipos de violência. Outrossim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. O processo se intensifica atrelado a uma população despreparada para lidar com a situação, tratando tais assuntos, por vezes, como inferências banais. Consequentemente, a prevenção de muitos casos não acontece, pois as políticas educacionais ainda apresentam falhas nessa área.
Em uma segunda análise, nota-se a contraproducente saúde pública, que algumas vezes, acaba inviabilizando a questão. Isso ocorre, entre outros fatores, pela desvalorização de psicólogos e psiquiatras, o que impede o avanço de tratamentos e pesquisas na área. Como consequência, programas voltados para a condição enfrentam ‘barreiras’ para viabilização, impedindo políticas públicas de serem disseminadas, não atingindo o fato social - parafraseando Emile Durkheim em seu livro “o suicídio” -.
É evidente, portanto, que ainda há entraves mediante a prevenção de suicídio entre jovens. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação fornecer palestras com profissionais da saúde, a fim de esclarecer e tornar melhor o entendimento sobre o âmbito descrito, para que dessa forma adultos complacentes sejam formados. Além disso, o governo deve instituir parcerias com universidades que tenham cursos de psicologia e médicos residentes em psiquiatria, fornecendo acesso gratuito a toda população, visando tratamento adequado aos que precisam. Por fim, os órgãos governamentais competentes podem instituir campanhas midiáticas valorizando atuantes das áreas tratadas, além de orientar os cidadãos. Afinal, como citou Martin Luther King: “toda hora é hora de fazer o que é certo”.