Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/09/2018
O CVV- Centro de valorização da vida-, é um programa assistencial para auxiliar no combate ao suicídio no Brasil. Entretanto, o suicídio entre os jovens brasileiros preocupa as autoridades, visto que a população mais nova tem uma maior dificuldade em buscar ajuda para enfrentar os problemas do âmbito emocional. Por esse motivo, vale ressaltar que a falta de estrutura familiar e os fatores socioculturais, são os principais caminhos a serem vencidos para a prevenir tal problemática.
Em uma primeira análise, não há dúvidas de que a dinâmica familiar e interpessoal têm um importante papel frente ao comportamento suicida. Dessa forma, a falta de estrutura das famílias e o desconhecimento acerca da problemática contribui para engrossar os indicadores de suicídio entre os jovens. Essa situação é ratificada com os dados da Organização Mundial da Saúde, os quais evidenciam que a violência física e psicológica entre familiares, bem como o descaso sob a lógica que o suicídio é um tabu colabora em uma futura tentativa do adolescente suicidar-se. Logo, faz-se necessário um olhar ativo da sociedade a tal questão.
Com o desdobramento dessa temática, existe um agravante: os fatores socioculturais atuam como “gatilhos” para uma futura tentativa do jovem tirar a própria vida. Questões referentes ao sucesso escolar, mudanças sociais de forma rápida e o bullying, são algumas das condições que levam os jovens a buscarem o suicídio. Diante desse cenário, pesquisas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas demonstram, infelizmente, que apenas no primeiro semestre de 2017, 8 jovens suicidaram—se por estarem sendo alvos de bullying nas escolas, ou seja, a falta de políticas que combatam tais fatores coletivos, favorece para o aumento dos problemas envolvendo o autocídio.
Entende-se, portanto, que medidas em conjunto devem ser tomadas para combater o suicídio juvenil no país. É fundamental que o poder Executivo dos estados em parcerias com as prefeituras desenvolvam projetos para suprimir o suicídio nas escolas, por meio de serviços especializados com psicólogos e agentes de saúde, os quais verificariam o grau de relação interpessoal entre alunos e estressores sociais e atuariam como mediadores, a fim de reduzir gradativamente os casos de suicídio. Ademais, cabe à sociedade civil denunciar ao conselho tutelar os casos de abandono e ambientes desfavoráveis aos jovens, o qual, por intermédio do estatuto da criança e adolescente buscará formas conciliadoras para diminuir os conflitos entre os familiares