Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/09/2018
No contexto da crise de 29, a população encontrava-se desesperada, por conta da perda de dinheiro e emprego, assim, não conseguindo enxergar esperanças ou perspectiva para continuar a vida, dessa forma, apelavam para o suicídio como forma de sanar os problemas. Apesar de todos esses anos, a prática do suicídio ainda é muito recorrente na sociedade brasileira, principalmente, com jovens de até 19 anos, os quais são mais atingidos por essa ausência de perspectiva. Dessa forma, pressões sociais que ocasionam doenças psicológicas e a visão de si mesmo no mundo, culminam nesse comportamento suicida que apresenta uma grande complexidade de resolução.
Primeiramente, é importante destacar que os jovens encontram-se em fase de desenvolvimento psicossocial e pressões da sociedade pesam muito nessa construção. Segundo o Departamento de Saúde e Medicina Legal da UFG, a família representa a condição necessária para crescimento e desenvolvimento de vínculos que garantem a sobrevivência física e afetiva das pessoas. Contudo, falhas na base familiar pode desencadear tentativas de suicídio. Abusos, violência, pressão sobre entrar e terminar a faculdade, busca de emprego de forma instantânea, colocam o adolescente em situação de vulnerabilidade. Desse modo, ele acaba tendo dificuldade em encaixar-se nessas novas visões e padrões da família e da própria sociedade, levando a comportamentos destrutivos, como uso exacerbado de drogas vinculado a depressão e ansiedade, distorcendo as referências muito importantes para razão de existência nessa realidade.
Ademais, essa perda de razão sobre a existência está ligado às doenças psicológicas que fortalecem os atos suicidas. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde(OMS), a cada 40 segundos uma pessoa morre vítima de suicídio, sendo a maioria, causados por transtornos mentais, como depressão, alcoolismo e esquizofrenia. Em decorrência desses transtornos, o indivíduo influenciado pela mundo ilusório das redes sociais, coerção de padrão heteronormativo, a baixa autoestima e a falta de apoio, corroboram para a desvalorização da vida, já que sentimentos de incapacidade, fracasso e tristeza profunda estão muito presentes nessas pessoas. Exemplo disso, foi o caso da adolescente Ariele Faria, moradora da cidade de São Paulo, que sofreu pela depressão e cometeu suicídio por não aceitar sua sexualidade e uma exigência muito grande sobre si mesma.
Fica evidente, portanto, que o fenômeno do suicídio é um problema de saúde pública afirmando pela OMS e que de ser resolvido com urgência. Assim, o governo, em parceria com Ministério da Saúde e Educação devem criar e ampliar as formas de prevenção, assim sendo, imprescindível a ampliação de atendimentos psicológicos nos hospitais públicos, aumento dos Caps e apoio aos projetos, como o Centro de Valorização a Vida(CVV).