Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 04/10/2018
Zygmunt Bauman e Emile Durkheim sociólogos que faz referência a sociedade moderna nos fizeram conhecer e entender a saúde mental e a sociedade contemporânea: solidão, depressão, doenças mentais e o imediatismo. Nesse cenário observam-se jovens dispostos a aderir comportamentos autodestrutivos, desgastes físicos e psicológicos. Dessa forma, cabe questionar se diante desse cenário o Brasil vem adotando medidas para combater essa problemática.
Primeiramente, as mídias sociais e o que ela representa pra sociedade corroboram para que casos de suicídios venham a aumentar. As campanhas e engajamento social não são freqüentes e, sem uma maior divulgação à população, o número de jovens suicidas faz-se maior do que a real necessidade de ajuda. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações contemporâneas se baseiam em fluidez, relacionamentos descartáveis e afetos superficiais reforçando comportamentos como a solidão, depressão e problemas mentais na vida da metade da população jovem brasileira. Assim, o baixo engajamento social e relacionamentos cada vez mais mecânicos expressa uma vontade individual que afeta todo um coletivo.
Além disso, centenas de jovens inclinados ao imediatismo e à impulsividade têm dificuldades para lidar com pesadas frustrações diárias. De acordo com Ministério da Saúde, o crescimento constante da taxa de suicídio entre os jovens brasileiros sobe 10% desde 2016. Neste sentido, os alertas que algo grave está por vim é bem significativo na maioria dos casos. Entretanto, os sinais verbais e não verbais dos jovens no meio familiar, entre amigos e escola não são vistos e sem uma boa estratégia de discutir sobre o problema e procurar meios para minimizar o sofrimento, impulsividade e frustrações do dia a dia os jovens encontram-se em uma complexa situação. Com isso, tal grupo fica à margem da solidariedade e do auxilio de um território social que é capaz de salvar vidas.
Deve-se, então, superar as barreiras que interferem na minimização desse problema. Portanto, a mídia tem um papel importante na exposição de dados informativos sobre campanhas e debates sobre o suicídio, seja na televisão e internet, seja em áreas físicas, como outdoors. Logo, os cidadãos seriam incentivados a exercerem a solidariedade e o cuidado com a vida do outro. Ademais, o governo, parceria com as ONGS, deveria investir em aparatos tecnológicos que controlem com maior rigor grupos com potenciais suicidas, como entradas freqüentes por tentativas de suicídios em hospitais e nas escolas as pessoas que mudam seu comportamento drasticamente, assim seriam enviados a ajuda clinica, terapia, constante acompanhamento psicológico e a CVV( Centro de valorização a vida) com intuito de enfrentar a solidão e possíveis atos suicidas com projetos que valorizem as relações sólidas e,duráveis.