Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 27/09/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride no momento cuja a mobilização de uns pelos outros é imperativa. Todavia, quando se observam os caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil, verifica-se que esse ideal não é constatado desejavelmente na prática. Dessa maneira, é imprescindível a análise da postura governamental e social sobre esse problema, a fim de buscar melhores perspectivas para o bem comum.
Sob esse viés, é indubitável que o Estado investe em poucas medidas para o combate ao suicídio, tendo em vista que, nos últimos anos, esse problema social tem aumentado gradativamente na sociedade. Segundo o portal BBC, de 2002 a 2014, houve um aumento de 10% no número de casos de jovens que tiraram a sua própria vida. Nesse sentido, percebe-se que o governo não está alinhado com os artigos 5º e 6º da Constituição Federal, os quais falam sobre o amparo social ao cidadão e, como reflexo desse comodismo estatal, a tendência é o crescimento vertiginoso do suicídio na juventude.
Somando a isso, pelo fato do lobo frontal, responsável por tomar decisões e conter atitudes impulsivas, estar em pleno desenvolvimento na juventude, o acompanhamento deve ser um caminho fundamental como uma ação profilática contra o suicídio. No entanto, essa atitude não é presente na sociedade brasileira, isso devido a carência de empatia e o individualismo presentes no mundo atual. Isto é, a corrida pelos estudos, emprego, experiência e diversas responsabilidades solitárias, tem feito os jovens a não se mobilizarem uns pelos outros. Assim, além do quadro biológico, o panorama social pode ser um perigoso desencadeador do suicídio entre os jovens.
Portanto, já dizia Thomas Hobbes que é dever do Poder Público exercer poder para coibir os males sociais. Logo, cabe ao Ministério da Saúde promover, por intermédio de propagandas nos meios de comunicação, a conscientização sobre o cuidado no que tange ao suicídio, porém não apenas como é feito anualmente no mês de setembro, mas durante todo ano, informando os meios de ajuda, a exemplo do telefone 141 e os postos de saúde psiquiatra das cidades. Ademais, o Ministério da Educação precisa outorgar a obrigação das escolas possuírem profissionais da saúde psicológica, com a finalidade dessa classe acompanhar os jovens junto às famílias e, dessa forma, evitar os casos de suicídio. Realizadas essas medidas, melhores perspectivas surgirão para a sociedade brasileira.