Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 08/10/2018
Várias condições contribuem para que adolescentes cometam suicídio. A própria atividade cerebral, que, segundo a Psiquiatria, atinge sua plenitude até os 23 anos de idade, é um fator de risco, porquanto implica na dificuldade, entre os mais jovens, de lidar com as desventuras da vida de maneira resiliente. Entretanto há duas questões, intimamente emaranhadas, que exortam consideravelmente incidentes desta ordem e merecem especial atenção, a saber: os problemas familiares e o bullying na escola.
Para se evitar ou superar a instabilidade emocional juvenil é imprescindível a cooperação dos progenitores. Todavia, observa-se que casais expõem injusta e irresponsavelmente seus filhos a inaceitáveis conflitos e situações de cunho conjugal, isto é: embriagam-se, ofendem-se, agridem-se, promovem escândalos e ameaças, pressionam os jovens com perguntas como “com quem queres ficar”. Assim, em tão hostil e pesado clima doméstico, na ausência de harmoniosa convivência familiar, permanecer em casa torna-se um insuportável suplício, tanto que ocorre que alguns jovens busquem “refúgio” e “alívio” em festas e convenções sociais regadas a álcool, cigarros e drogas ilícitas. Nesse contexto, como é sabido que essas substâncias encerram efeitos ainda mais lúgubres a indivíduos nessas circunstâncias, não apenas o risco de se viciarem é exponencial, como também estarão vulneráveis a transtornos da mesma ordem da depressão, ansiedade e boderline.
No entanto, a conjuntura mental desses jovens pode deteriorar-se ainda mais, visto que, as relações na escola podem ser tão desagradáveis quanto as supracitadas, pois o bullying, que se caracteriza como uma série de perturbações, agressões físicas e verbais perpetradas contra um colega, engendrar-lhe-á mais opressão e sofrimento. Logo, ao considerar-se adolescentes já vulneráveis e abalados mentalmente, que porventura sejam alvo de zombarias, ignomínias e humilhações por seus colegas no colégio, é certo que estes tornar-se-ão pessoas ainda mais reclusas, fechadas e isoladas, visto que, tanto em casa como no colégio, deparam-se preponderantemente com experiências traumáticas. Assim, com os nervos deveras sobrecarregados, poderão realmente decidir o término das relações com a família, dos estudos e de qualquer perspectiva de futuro com atos suicídas.
Dessarte, o suicídio entre jovens pode ser infundido pelos conflitos familiares e o bullying. Mas, essas problemáticas são passíveis de intervenção. Para isso, é mister que o Ministério da Saúde e o MEC veiculem campanhas na TV e Internet que abordem as causas e efeitos da depressão, para que quem esteja doente não se recue e procure ajuda; assim como nas escolas, sejam disponibilizadas aos pais e filhos consultas com psicólogos, a fim de se propor diálogos providenciais sobre seus problemas e de se discutir soluções pacíficas que prezem pelo respeito mútuo e e futuro saudável dos jovens.