Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 30/09/2018
Na fase ultrarromântica os heróis românticos encontraram na morte uma resolução para seus problemas existenciais, sendo possível, chegar ao suicídio. Nessas obras encontra-se pensamentos pessimistas, sofrimento, isolamento e dor existencial, comportamentos que caracterizaram o “mal-do século”. Desde então, a ideia de matar-se tornou um problema de saúde pública, pois houve um aumento alarmante dessa prática, principalmente entre os jovens .
Em primeiro lugar, o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) constatou que a taxa de suicídio entre a juventude brasileira aumentou 10% desde 2002. De fato, um crescimento alto de óbitos que tende a expandir cada vez mais pelo efeito da “modernidade líquida”, conceito escrito pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman para definir o tempo presente. Nesse contexto, relativo as relações humanas tornarem-se cada vez mais superficiais, emergem o individualismo pelo fenômeno da valorização das mídias sociais, por exemplo uma pessoa tem muitos amigos virtuais, mas na vida real se isola dos outros. Consequentemente essa realidade pode gerar doenças mentais, como a depressão, que está ligada ao autocídio. Ainda mais, que 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
No entanto, a OMS mostra que 90% dos casos de autoquíria podem ser prevenidos se houver condições de oferecer ajuda. Além disso, outra forma de reduzir isso de maneira eficiente é alertar a população para ter um olhar mais atento as mudanças de comportamento dos adolescentes. Acerca dessa lógica, na série" Os 13 porquês" é retratada a história de uma adolescente que matou-se, mas deixou treze fitas gravadas com os motivos de seu falecimento. Durante o desenrolar do enredo, fica claro, que ela tentou pedir ajuda, por meio de poemas e na escola, porém ninguém percebeu seu pedido de socorro. Uma ficção que se enquadra em muitas histórias reais de moças e rapazes que não queriam morrer, mas sim acabar com seu sofrimento de alguma forma.
Destarte, é preciso mostrar para os juvenis que passam por essa situação que o óbito não é a única saída e existem outros meios de resolver suas dificuldades. Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com os Meios Midiáticos, façam campanhas de prevenção constantemente em programas de televisão, com debates entre psicólogos e psiquiatras destacando a importância de cuidar da saúde mental e da construção de relações reais, que tenha como foco pais e jovens. Espera-se, com isso reduzir o número de mortes por esse motivo.