Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 18/10/2018
Intolerância,preconceito e paradigmas.São essas as principais raízes que impedem os corpos sociais e o meio familiar a movimentarem-se unidos para reverter o quadro dos crescentes casos de suicídio dos jovens no Brasil. Frente a isso ,atrelado a outras causas como desigualdade, cobrança social e transtornos mentais - o suicídio é a forma mais rápida de parar de sofrer - frase essa referente a tese sociológica de Émile Durkheim.Logo,é necessário buscar trajetórias que combatam essa epidemia de autocídio nos jovens no país.
Em primeiro plano, como indicado por Kant e Lamark,a educação e o meio respectivamente,são fatores determinantes na formação humana.Desse modo,os paradigma enraizados na sociedade subordinados a preconceitos como ,racismo,homofobia, e práticas nas escolas e universidades como bullying e cyberbullying , desencadeiam traumas psicossociais e comportamentos de autodestruição nos jovens . Prova disso, de acordo com o relatório da OPAS e a OMS , mais de 800 mil jovens entre a faixa etária de 15 a 29 anos cometem suicídio por ano, estatisticamente uma pessoa a cada 40 segundos se suicida no mundo.Sendo assim,é imprescindível buscar soluções para combater esse grave problema de saúde pública .
Sob uma outra ótica,mediante a exclusão social , adversidade financeira, competitividade acadêmica e padrões sociais que ,consequentemente,invertem os valores de aceitação do indivíduo , é notório que tais fatos estão envolvidos no aumento de transtornos mentais dos jovens . Por conseguinte, a saúde mental dos adolescentes ficam prejudicadas , por apresentarem sentimentos de insegurança, incapacidade , desistência e comprometimento da vida pessoal e profissional, de modo que, desenvolvem depressão, ansiedade e bipolaridade,vinculados a baixa autoestima.Assim sendo, evidenciam-se que os casos de suicídios poderiam ser reduzidos se tivesse organismos e meios que possibilitassem a essas pessoas ajuda psicológica .
Em síntese,de maneira análoga a lei da inércia,enquanto a força dos sistemas jurídicos e dos corpos sociais,não agirem sobre as causas que impulsionam o suicídio nos jovens , as trilhas para precaver esse câncer social se manterá constantes e inertes .Logo,é imperioso que os líderes do Ministério da Educação aliado a APAL,promovam uma reformulação da grade curricular das escolas e universidades com disciplinas socioeducativas visando a prevenção ao suicídio,além da obrigatoriedade de serviços gratuitos para os alunos e a população por meio através de psicólogos dentro dessas instituições.E por fim, o corpo midiático, por meios de séries,filmes e campanhas,esclareçam para o sociedade que o suicídio não é um tabu , e se previne com amor e empatia e não com preconceitos e intolerância.