Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 03/10/2018
Hipócrates resumiu melancolia como um estado de medo e desânimos duradouros. Hoje, no entanto, sabe-se que tais características diz respeito à depressão. Doença que afeta, principalmente, a juventude brasileira. O que por sua vez é devido à desinformação sobre o assunto e também, da dificuldade de percepção da família.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil é o terceiro mais deprimido. Além disso o número de depressão entre adultos não chega a 10%, sendo mais recorrente em jovens. Logo, é inegável que existe uma falha na compreensão dos sintomas e diagnóstico da enfermidade. Haja vista, que ela é confundida com mudanças comportamentais da fase devido às modificações hormonais. Assim, isso faz com que o jovem não tenha acesso à identificação e patologia, tornando um adolescente com problemas sociais e futuramente um adulto doente.
Outrossim, para o sociólogo Durkheim, em sua obra “Le Suicide”, que mostra as causas de autoextermínio e como elas são individuais, segundo ele, existe três tipos, o egoísta que se isola, o anonimo, que se desintegra do corpo social e o altruísta que é de uma causa específica. Dessa forma, a desestruturação familiar e a prática de bullying, podem ser indicativos de depressão como evasão escolar, isolamento em redes sociais, abuso de álcool e drogas levando ao suicídio. Isso mostra que tais momentos não é da idade e precisa ser percebido, embora, sua distinção seja difícil quando a família não se faz presente.
Nessa perspectiva, é necessário medidas para amenizar tal problemática. Dessa maneira, é importante que o Ministério da Educação juntamente com as prefeituras implementem programas nas escolas e centros de vivência dos bairros, com núcleos de apoio psicológico, aulas de comunicação e expressão, com pinturas e teatros, a fim de ajudar os jovens a identificar os sentimentos e também, encaminhar para tratamento. Ademais a família se fazer presente por meio de almoços e conversas.