Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 09/10/2018

Conflito interno

Transtorno mental, depressão e sensação de estar sem saída: esses são apenas alguns dos sintomas que levam indivíduos a tirarem a própria vida. Nesse sentido, com a agravante desigualdade social e a falta de políticas públicas que abordem o assunto no meio acadêmico, o Brasil viu crescer a cada ano o índice de suicídio entre jovens e adultos. Nesse viés, surge a necessidade de avaliar o compromisso do Estado e da sociedade a fim de atenuar a problemática.

Em primeiro plano, o baixo poder de compra está entre os pilares que levam pessoas a optarem pelo suicídio. Isso acontece porque a sociedade convive sob a imposição midiática de que para ser feliz e aceito no meio social, é preciso possuir bens de consumo, como aparelhos eletrônicos, veículos e vestuários de modas. Em decorrência disso, muitas pessoas de baixa renda, sobretudo os desempregados, se sentem excluídos e sem saída da atual situação social e econômica, fatos que podem levar o indivíduo a distúrbios mental, depressão e, consequentemente, dar um fim na vida.               Paralelamente, o sistema de ensino nacional aborda pouco o tema em salas de aula. Esse problema corrobora para que jovens no início da formação de opiniões, opção sexual e relacionamentos amorosos, não tenha acompanhamento psicológico e psiquiátrico no meio acadêmico. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dez pessoas que tiram a própria vida, nove poderia ser evitadas. Nesse sentido, é evidente a falta de acompanhamento profissional e familiar no processo de estrutura mental dos indivíduos. Com efeito, decepções amorosas, bullying pelo sexo oposto, forma física fora do padrão “aceito” , tornam-se motivos para o isolamento social e, possivelmente, a perda do prazer de viver.

Depreende-se, portanto, que o suicídio tornou-se uma questão de saúde pública e carece de medidas estatais e sociais para combatê-lo. Para isso, o Governo deve usar o Código de Defesa do Consumidor, e exigir que os canais de televisão aberto e fechado, bem como as redes sociais, não divulguem propagandas apelativas e persuadidas. Além disso, o Governo deve abrir a economia para o capital externo , por intermédio de parcerias com blocos econômicos internacionais, e estimular a criação de empregos. Ademais, o Ministério da Educação deve formar parcerias com clínicas privadas, por meio de isenção fiscal e tributária, e oferecer atendimento gratuito nos colégios de ensino fundamental e médio. Com essas medidas, certamente o país vai aumentar o poder de compra da população, criminalizar a imposição da mídia e tornar os cidadãos preparados para eventuais decepções e conflitos da vida.