Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 28/10/2018
No Brasil, os primeiros casos de suicídios foram datados do período colonial. Nesse contexto, os indígenas ao serem escravizados retiravam suas vidas, haja vista que o sistema imposto pelos europeus lhes causavam danos psicológicos severos, pois contrariava o estilo de vida do ameríndio. Apesar de meio milênio ter se passado, o suicídio ainda é fato presente no Brasil, principalmente entre jovens. Tal comportamento pode ser explicado pela fragilidade das relações pós-modernas e ausência de informações.
Em primeira análise, as mudanças ocorridas nas relações sociais representam um dos motivos preponderantes do impasse. Segundo Émile Durkheim, no seu livro “O Suicídio”, os indivíduos que possuem elos sociais mais estáveis são menos propensos a retirarem as suas vidas. O pensamento do sociólogo comprava-se no território nacional, já que o advento da internet possibilitou a criação de relações superficiais e uma constante mudanças de padrões, por conseguinte, esses fenômenos promovem os decisões precipitadas dos jovens em virtude do seu pouco amadurecimento e sua busca de pertencimento.
Aliado a isso, no que tangem aspectos relacionados ao suicídio, a ineficácia da divulgação de informações age como impussionador da questão. Apesar da complexidade de entender os múltiplos fatores que levam os jovens a autodestruição, os casos poderiam ser prevenidos se a população conhecesse os sinais de alertas, já que familiares e amigos das pessoas com tendência suicidas poderiam fornecer o primeiro aparato de ajuda. Entretanto, essa ausência pode ser tida como catalisadora dos casos nos últimos anos, como os dados do mapa da violência demostram que existe um contínuo aumento.
Portanto, urge ações que combatam o entrave. O MEC, em parceria com as instituições de ensino, deve institui nos calendários escolares palestras ministradas por psicológicos para difundir conhecimento sobre os sinais de alertas para pais e alunos, sendo assim os agentes sociais com informações em posse, poderão se mobilizar, a fim de barrar o crescimento do intempérie e diminuir as atuais estatísticas. Além disso, as escolas devem promover ações que visem a união social e o empoderamento dos jovens, logo combaterá as consequências negativas da era da informação.