Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Desde o Iluminismo, no século XVIII, entende-se que uma sociedade só progride quando um mobiliza-se com o problema do outro. No entanto, quando observa-se a questão do suicídio entre os jovens brasileiros, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não na prática, pois essa problemática está intrinsecamente ligada à comunidade juvenil do país, seja pela falta de conhecimento sobre os fatores ligados a essa prática, seja pelo preconceito enfrentado no âmbito social. Nesse sentindo, convém analisar as principais consequências de tal postura para a sociedade. Não obstante, segundo o sociólogo Durkheim: “O suicídio é aquele no qual o indivíduo sente-se no dever de fazê-lo para se desembaraçar de uma vida insuportável”. Analisando esse conceito atrelado à conjuntura atual, nota-se, no Brasil, que os jovens, devido as mudanças na adolescência e o início da vida adulta, não conseguem suportar todas essas transformações e, com isso, acabam sofrendo com doenças como depressão e transtornos mentais. Nesse período, o apoio da família é fundamental, no entanto, a maioria dos pais além de não apoiarem devidamente seus filhos, não sabem como reconhecer os sintomas de tal problema, logo eles se sentem sozinhos e cometem o suicídio. Outrossim, o sociólogo polonês Zygmund Bauman defende, em sua obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características - e o maior conflito - da pós-modernidade e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar as diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, pois apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro um padrão estético e uma postura ética e moral na sociedade, assim, o convívio social desses que divergem de tais padrões torna-se complicado, visto que a prática de bullying e preconceito nas escolas auxiliam nessa problemática. Dessa maneira, os adolescentes passam a ter baixa autoestima e sentem-se excluídos socialmente e, por isso, muitos escolhem acabar a própria vida.
Infere-se, portanto, que a Mídia, por meio de propagandas e telejornais, informe a população sobre os sintomas das doenças que acarretam ao suicídio, de forma que as famílias entendam e saibam como evitar a prática de tal ato. Além disso, é importante que a Receita Federal utilize uma parcela maior dos impostos arrecadados para a construção de centros especializados em aconselhamentos e tratamentos de pessoas que possuem o desejo de tirar a própria vida ou já tentaram, de modo que elas tenham vontade de viver novamente. Ademais, é imperioso que ONG’s promovam nas escolas e locais públicos palestras, ministradas por psicólogos, com o intuito de orientar aos adolescentes que ofender alguém tem consequências ruins e também ensinar aos pais a importância de apoiar e conversar com seus filhos e estar informados sobre o suicídio. Por fim, uma sociedade integrada e feliz será possível.