Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil
Enviada em 05/10/2018
Na obra “O Suicídio”, o sociólogo Émile Durkeim buscava comprovar que a explicação desse fenômeno advinha de acontecimentos sociais. Conquanto, a consciência ressaltada no livro não se reflete na realidade brasileira o que impossibilita que o combate ao suicídio entre os jovens no país seja analisado de forma mais organizada. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeira análise, cabe pontuar que a coesão entre escola e família é de fundamental importância no desenvolvimento da sociedade. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste e claramente refletido na saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o ato de tirar a própria vida é a segunda maior causa de morte entre os adolescentes no mundo e no território nacional esse índice chega a 1% da população. Perante o exposto, é perceptível que a problemática afeta de forma significativa a qualidade de vida, o que revela o descaso com o bem-estar social e os entraves que sevem ser analisados.
Ademais, convém frisar que as redes sociais colaboram para a situação conflitante e impulsiona os casos de morte e desrespeito aos direitos humanos. De acordo o psiquiatra e escritor Augusto Cury, os suicidas não querem tirar sua vida e sim sua dor e acabar com seus problemas acreditando que essa é a única solução. Diante de tal contexto, é inaceitável a negligência com essa minoria e apresenta-se como danosa à nação, que não possa contar com o Estado para resolução desse empecilho em nossos dias.
Infere-se, portanto, que medias são necessárias para resolver o impasse no que concerne a luta pela vida entre os mais novos do país. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, adjunto a centros de ajuda como o CVV (Centro de Valorização da Vida), fomente a criação de sites de ajuda de forma anônima e grupos nas diversas redes sociais, com psicólogos e psiquiatras, além de oferecer palestras nos postos de saúde das comunidades por meio de ações pedagógica das escolas e incentivo e participação das famílias. Outrossim, necessita-se em âmbito doméstico a observação e administração no tempo de uso da internet, e observância dos acervos visitados por esses pubescentes. Espera-se com isso, minimizar gradativamente esse obstáculo e conseguir superar esse fato social no país proposto por Durkeim.