Caminhos para prevenir o suicídio entre os jovens no Brasil

Enviada em 08/10/2018

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o suicídio foi a quarta causa de morte entre jovens até 2015 no Brasil. Sendo as doenças mentais os principais precursores do autocídio, é importante atentar para os mais frágeis: jovens e adolescentes, além de discutir os tabus existentes acerca disso para que a disposição da ajuda especializada seja ampliada e melhorada. Nesse contexto, é válido pensar os aspectos causadores dessa terrível situação, bem como os meios de preveni-los.

A princípio, a juventude necessita de atenção, tendo em vista a fragilidade emocional de tal fase da vida, pois, desamparados, estão predispostos a ver o álcool e as drogas como escapes. A respeito disso, o psiquiatra do Hospital Albert Einstein, Elton Kanomata, se preocupa com o fato de o desenvolvimento cerebral dos adolescentes – e jovens até os 22 anos – não estar totalmente formado, isto é, a capacidade de lidar com as frustrações podem não estar prontas. Com efeito, a ausência de suporte emocional nessa etapa representa potenciais riscos à vida de muitos indivíduos.

Do mesmo modo, infelizmente as psicopatologias ainda são vistas como fraqueza por grande parte das pessoas, o que dificulta os doentes a buscar ajuda. Nessa conjectura, os dados divulgados em fevereiro de 2017 pela Organização Mundial da Saúde explicitam o fato de 9,3% dos brasileiros sofrerem de algum transtorno de ansiedade e 5,8% ter algum grau de depressão. Por isso, ações promotoras na desconstrução do preconceito são essenciais, assim como a melhoria dos serviços de saúde mental do país, haja vista a quantidade de afetados.

Para enfrentar o desafio do suicídio, portanto, o Ministério da Educação deve, por meio de oficinas educativas com psicólogos e psiquiatras, trabalhar a relação das emoções com a saúde desde a infância, a fim de prevenir as doenças mentais e aumentar o entendimento sobre elas. Já ao Ministério da Saúde, incumbe-se a tarefa de melhorar a capacitação dos profissionais da saúde e aumentar os programas de apoio à saúde mental, por intermédio de investimentos federais, com o fito de suprir a demanda de atendimento. Espera-se, com tais medidas, significativas mudanças nesse triste cenário.